SP: Força-tarefa apreende 100 mil garrafas em nova fase do caso metanol
Governo paulista reforça ações contra bebidas adulteradas e investiga dez mortes por intoxicação
A força-tarefa criada pelo governo de São Paulo para combater a contaminação de bebidas com metanol apreendeu cerca de 100 mil garrafas vazias em um galpão clandestino na zona leste da capital.
A operação, divulgada nesta terça, 7, integra a nova etapa das ações estaduais após a confirmação de casos de intoxicação e mortes por ingestão de destilados adulterados.
Segundo a Secretaria de Estado da Saúde, desde o início da crise foram registradas 176 notificações de suspeita de intoxicação. Dessas, 18 foram confirmadas e 158 ainda estão sob análise. Três mortes tiveram relação direta comprovada com metanol, e outras dez permanecem em investigação.
O galpão onde ocorreu a apreensão também abrigava cerca de 6 mil garrafas cheias de álcool sem procedência. O local foi interditado pela Vigilância Sanitária e pela Polícia Civil. A Secretaria da Segurança Pública afirmou que o material seria usado na produção e no envase irregular de bebidas destiladas.
A Secretaria da Saúde informou que duas amostras de bebidas recolhidas em distribuidoras apresentaram teor de metanol acima do permitido. As análises foram realizadas pelo Laboratório de Toxicologia Analítica Forense da Universidade de São Paulo, em Ribeirão Preto, com apoio do Instituto Adolfo Lutz. O governo estadual reforçou a distribuição de antídotos às unidades de referência, totalizando mais de 2 mil ampolas de álcool etílico absoluto.
Desde o início das operações, 18 estabelecimentos foram vistoriados e 11 interditados por irregularidades sanitárias. A Secretaria da Fazenda suspendeu a inscrição estadual de seis distribuidoras e dois bares. A Polícia Civil registrou 42 prisões ligadas à adulteração de bebidas neste ano, sendo 21 apenas na última semana, e mais de 66 mil garrafas já foram apreendidas em 2025.
O governo mantém um gabinete de crise com participação da vigilância sanitária, da defesa do consumidor e das forças de segurança. As denúncias de comércio de bebidas suspeitas podem ser feitas pelo Disque Denúncia 181 ou pelo Procon-SP no telefone 151. Segundo a administração estadual, o foco agora é rastrear a origem dos lotes contaminados e impedir novas intoxicações.
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