SP: Fisiculturista é preso após espancar médica por ciúme
Pedro Camilo quebrou a mão durante a agressão e fugiu para Santos, onde foi preso pela PM; vítima segue internada
Pedro Camilo Garcia Castro, fisiculturista de 24 anos, foi preso em flagrante por tentativa de feminicídio após espancar a própria namorada, uma médica de 28 anos, durante a madrugada de segunda, 14, em um apartamento alugado pelo Airbnb no bairro de Moema, zona sul de São Paulo.
O casal havia iniciado a estadia no local na sexta, 12, para comemorar o aniversário da vítima.
Por volta das 4h, vizinhos ouviram gritos e acionaram a Polícia Militar.
Os agentes arrombaram a porta e encontraram a mulher inconsciente, com múltiplos ferimentos, caída no chão do imóvel. Ela permanece internada em estado grave no Hospital do Campo Limpo.
Segundo imagens do circuito interno do prédio, a vítima retornou sozinha ao apartamento às 4h07. Pedro chegou às 4h23 e saiu do local às 4h29, com a mão direita coberta de sangue e segurando um objeto.
A Polícia Civil informou que o agressor fraturou a mão durante o espancamento.
Após o crime, Pedro fugiu para Santos, onde reside.
Foi localizado por volta das 11h, na Avenida Presidente Wilson, por equipes do 6º Batalhão da Polícia Militar. Ele admitiu aos policiais ter agredido a namorada após encontrar mensagens íntimas dela com outro homem em seu celular.
A prisão em flagrante foi convertida em preventiva pela Delegacia de Defesa da Mulher de Santos.
Horas antes da agressão, Pedro havia publicado em sua conta no Instagram uma mensagem apaixonada, parabenizando a vítima pelo aniversário.
Após o crime, todas as fotos do casal foram apagadas da rede social.
O apartamento apresentava marcas de sangue espalhadas pelos cômodos.
O caso foi registrado como tentativa de feminicídio qualificado. A nova legislação penal, em vigor desde outubro de 2024, prevê pena de 20 a 40 anos de reclusão para o feminicídio consumado, e de 10 a 20 anos nos casos de tentativa, conforme agravantes.
A Delegacia de Defesa da Mulher segue conduzindo as investigações. Até esta terça, 15, a defesa de Pedro Camilo Garcia Castro não havia se manifestado.
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