SP confirma caso de hantavirose em 2026, mas descarta surto
Secretaria de Saúde reforça orientações após registro em município da região de Ribeirão Preto
O estado de São Paulo registrou um caso confirmado de hantavirose em 2026 — o primeiro do ano, com provável local de infecção no município de Guariba, na região de Ribeirão Preto.
A informação foi divulgada pela Secretaria de Estado da Saúde nesta quarta-feira, 13, que descartou a iminência de surto e afirmou manter monitoramento contínuo da doença em todo o território paulista. A ocorrência não tem relação com o genótipo Andes, variante associada a um surto recente em cruzeiro com partida da Argentina.
Incidência baixa, mas doença exige atenção
Nos últimos cinco anos, o número de casos confirmados entre residentes paulistas foi reduzido: quatro em 2022, dois em 2023, dois em 2024 e nenhum em 2025. O histórico mais amplo, entre 2007 e 2026, aponta 200 confirmações em um universo de 4.820 notificações — o equivalente a 4,1% do total investigado. A letalidade acumulada, entre os casos com local de infecção identificado, atingiu 53%.
As variantes historicamente associadas à doença no estado são Juquitiba e Araraquara. Nenhum dos casos registrados apresentou transmissão entre pessoas. As regiões com maior concentração histórica de registros incluem Ribeirão Preto, Presidente Venceslau, Araraquara e Marília.
Transmissão, sintomas e prevenção
A hantavirose é transmitida principalmente pela inalação de partículas de urina, fezes ou saliva de roedores silvestres infectados. No Brasil, a infecção costuma se manifestar na forma de Síndrome Cardiopulmonar por Hantavírus (SCPH), com risco de comprometimento respiratório e cardíaco.
A diretora do Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE-SP), Tatiana Lang D’Agostini, destacou a importância do diagnóstico precoce: “O histórico demonstra a sensibilidade da rede de vigilância para captação de casos suspeitos, ainda que a maior parte seja descartada após investigação. Por isso, estamos reforçando as orientações às equipes da atenção à saúde, para um diagnóstico precoce diante da suspeita”.
Pessoas expostas a ambientes com presença de roedores que apresentarem febre, dores no corpo, náuseas, vômitos, dor abdominal, tosse ou falta de ar devem buscar atendimento médico e informar o possível contato.
As autoridades de saúde recomendam manter ambientes limpos, evitar acúmulo de entulho e alimentos, vedar acessos para roedores e, em locais com sinais de infestação, adotar limpeza úmida com ventilação prévia — evitando varrer a seco para não dispersar partículas contaminadas no ar.
Casos suspeitos devem ser comunicados de imediato aos serviços municipais de Vigilância Epidemiológica.
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