SP: 53% recorrem a bicos para complementar a renda, diz pesquisa
Em 10 capitais, índice chega a 56%, segundo o estudo “Viver nas Cidades: Desigualdades 2025”
Mais da metade dos moradores de São Paulo recorreu a trabalhos extras para complementar a renda nos últimos 12 meses, de acordo com a pesquisa “Viver nas Cidades: Desigualdades 2025”.
O levantamento foi desenvolvido pelo Instituto Cidades Sustentáveis em parceria com Ipsos-Ipec e a Fundação Grupo Volkswagen e ouviu 700 paulistanos com acesso à internet, com margem de erro de 4 a 6 pontos percentuais.
O estudo associou o aumento de atividades adicionais de renda ao comportamento recente dos orçamentos familiares.
Entre os entrevistados na capital paulista, 34% relataram redução de renda, 41% disseram que a situação permaneceu estável e 17% indicaram aumento salarial.
As atividades citadas como mais comuns nesses trabalhos informais incluem faxinas, serviços de manutenção, revenda de produtos e entregas por aplicativos.
O fenômeno não se restringe a São Paulo.
Em amostra mais ampla, que abrangeu moradores de 10 capitais brasileiras, 56% dos entrevistados declararam ter recorrido a atividades extras no mesmo período, de acordo com o levantamento.
Os organizadores informaram que o objetivo foi medir a escala do recurso a fontes adicionais de renda em grandes centros urbanos.
Os responsáveis pelo estudo apontam que os dados captam um movimento de busca por fontes complementares de renda nas maiores cidades.
Não foram divulgados recortes por bairro, faixa etária ou escolaridade. As instituições informaram os percentuais gerais e os exemplos de atividades realizadas, mas não detalharam valores adicionais auferidos nem a metodologia de cálculo dos subgrupos.
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