Sóstenes sobre Otoni: “Que ele tem a rejeição dos bolsonaristas, isso é fato”
Grupo aliado a Bolsonaro nega fritura de Otoni de Paula para influenciar a eleição à presidência da Frente Evangélica
O líder do PL na Câmara dos Deputados, Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), se defendeu da acusação de ser o nome que articula contra a candidatura de Otoni de Paula (MDB-RJ) e em favor do deputado Gilberto Nascimento (PSD-SP).
“Estou liderando o PL. Estou com muito trabalho; já dei minha contribuição quando fui presidente da FPE. Eu só tenho meu voto e voto no Gilberto Nascimento”, afirmou o parlamentar a O Antagonista.
Apontado por interlocutores da Frente Evangélica como principal articulador do movimento de oposição ao nome Otoni de Paula, Sóstenes afirmou que a rejeição ao parlamentar entre os bolsonaristas é fato conhecido e que não tem relação com sua atuação.
Otoni rompeu com o ex-presidente Jair Bolsonaro e orou pelo presidente Lula no dia em que foi sancionada a lei que institui o Dia da Música Gospel.“Que ele tem a rejeição dos bolsonaristas, isso é fato”, acrescentou.
Grande bobagem
Questionado sobre a informação de que 30 parlamentares devem deixar a Frente Parlamentar Evangélica caso Otoni vença a eleição marcada para o próximo dia 26, o deputado Gilberto Nascimento (PSD-SP), principal opositor do emedebista, refutou a versão e disse que a história foi ‘criada’. Ele acrescentou que a suposta perseguição a Otoni de Paula é ‘uma grande bobagem’.
O parlamentar também rebateu a declaração do deputado Cezinha de Madureira (PSD-SP), feita ao jornal O Globo, em que afirmou que Nascimento ‘nunca quis’ presidir a Frente.
“Essas declarações são infundadas. Não sei qual é o interesse nisso. Eu fui um dos fundadores da Frente, é um direito meu [concorrer]. A Frente não pode ter essa visão de predominância nem de A, nem de B. A Frente tem deputados do PSOL e tem deputados do PL. Não é puxadinho de nenhum dos lados’, afirmou a O Antagonista.
Gabinete do ódio na Câmara ?
Questionado por O Antagonista sobre os rumores de uma suposta retaliação bolsonarista no colegiado, Otoni de Paula afirmou ser alvo de uma ação semelhante ao “gabinete do ódio” e desmentiu a informação de que seria um representante do presidente Lula entre os deputados evangélicos.
“Eu acho que alguns deputados aprenderam com o gabinete do ódio. Aprenderam a criar narrativas inexistetes. Como é que eu sou Lula, se você vai na minha rede social e eu estou batendo no Lula? Se aqui [na Câmara] eu estou batendo no governo? Será que sofro de dupla personalidade”, disse a O Antagonista.
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