Sóstenes chama PT de “Partido das Trevas” em defesa da PEC dos Templos
Líder do PL afirmou que petistas têm “preconceito contra a religião” durante votação da proposta aprovada em segundo turno pela Câmara
O líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ), criticou o PT durante a votação da PEC que amplia a imunidade tributária para templos religiosos e entidades assistenciais ligadas a igrejas. Em discurso no plenário, nesta quinta-feira, 28, o deputado afirmou que o partido do presidente Lula tem “preconceito contra a religião” e chamou a legenda de “Partido das Trevas”.
A Câmara aprovou, em segundo turno, a proposta de autoria do deputado Marcelo Crivella (Republicanos-RJ) por 368 votos a favor, 96 contra e sete abstenções. O texto relatado por Fernando Máximo (PL-RO) seguirá agora para análise do Senado.
Durante a sessão, Sóstenes criticou os destaques apresentados pelo PT para tentar retirar trechos da proposta e acusou os petistas de dificultarem a votação.
“Parece que é muito difícil a essa altura a gente conseguir a sensibilidade do Partido dos Trabalhadores, que de vez em quando eu falo que eles têm preconceito contra a religião. Aqui fica mais uma prova”, afirmou.
O parlamentar também disse que a oposição petista tenta enfraquecer ações sociais ligadas às instituições religiosas.
“O PT continua querendo tirar atividades socioassistenciais e demais atividades sem fins lucrativos. […] Não querem de verdade apoiar as instituições religiosas”, declarou.
Em outro trecho do discurso, o líder do PL afirmou que a base conservadora venceria a disputa no plenário “porque a cristandade brasileira é muito maior do que o Partido das Trevas”.
A PEC amplia a imunidade tributária prevista na Constituição para incluir a aquisição de bens e serviços necessários ao funcionamento de templos e entidades vinculadas, como creches, orfanatos, seminários, conventos, comunidades terapêuticas e instituições de acolhimento.
A oposição criticou o impacto fiscal da medida. O líder do PT na Câmara, Pedro Uczai, afirmou que a proposta pode elevar a carga tributária sobre o consumo e beneficiar atividades sem relação direta com a prática religiosa.
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