“Solução não virá com a ‘bandidolatria’ da esquerda”, diz Mourão após mortes no RJ
A megaoperação das forças de segurança do Rio de Janeiro contra o CV deixou pelo menos 60 mortos e 81 presos até a tarde desta terça-feira
O ex-vice-presidente e senador, Hamilton Mourão (Republicanos-RS), reagiu pelas redes sociais ao confronto entre policiais e traficantes durante a megaoperação das forças de segurança do Rio de Janeiro contra o Comando Vermelho (CV). A ação deixou pelo menos 60 mortos e 81 presos até a tarde desta terça-feira, 28.
Segundo Mourão, o Rio vive “uma verdadeira guerra urbana”, na qual os policiais enfrentam “um inimigo cada vez mais bem armado e adestrado”. O ex-vice-presidente da República defendeu uma reação mais dura das forças de segurança e criticou medidas que, segundo ele, fragilizam o combate ao crime.
“A solução não virá com a bandidolatria da esquerda, com a PEC da Segurança Pública, como também não veio com a ‘ADPF das Favelas’”, afirmou, em referência à decisão do Supremo Tribunal Federal que impôs restrições a operações policiais em comunidades durante a pandemia de Covid-19.
Mourão disse que é necessário um “enfrentamento real” às organizações criminosas, com atuação integrada entre as forças de defesa e segurança, endurecimento das leis penais e valorização das polícias.
“O caminho passa pela ação conjunta das forças de defesa e segurança, pelo enrijecimento da legislação sobre crimes, pelo endurecimento das regras de execução penal, pela valorização dos policiais, pelo esforço em inteligência e pela coragem de buscar o dinheiro por trás das lideranças que sustentam essas organizações criminosas”, escreveu.
O senador concluiu afirmando que o país precisa decidir entre “enfrentar a realidade ou aceitar virar um Narcoestado”.
A megaoperação no Rio de Janeiro
A megaoperação das forças de segurança do Rio de Janeiro contra o CV deixou pelo menos 60 mortos e 81 presos até a tarde desta terça-feira, 28.
Destes, quatro são policiais.
A ação, deflagrada nos nos complexos da Penha e do Alemão, ainda está em andamento.
Durante a tarde, criminosos instalaram barricadas em vias expressas e ruas da capital, entre elas a Linha Amarela, a Grajaú-Jacarepaguá e a Rua Dias da Cruz, no Méier, na Zona Norte.
Operação Contenção
Segundo o Palácio Guanabara, trata-se da operação mais letal da história das forças de segurança do estado.
A ação faz parte da Operação Contenção, iniciativa permanente do governo fluminense para conter o avanço do CV.
Cerca de 2,5 mil agentes foram mobilizados para cumprir 100 mandados de busca e apreensão.
Policiais mortos
De acordo com a TV Globo, quatro policiais foram mortos.
Dois agentes do Bope e dois da Polícia Civil:
- Marcus Vinícius Cardoso de Carvalho, de 51 anos, conhecido como Máskara, recém-promovido a chefe de investigação da 53ª DP (Mesquita);
- Rodrigo Velloso Cabral, de 34 anos, da 39ª DP (Pavuna);
- Cleiton Searafim Gonçalves, policial do Bope;
- Herbert, policial do Bope.
Os outros 56 mortos confirmados, até o momento, são traficantes que trocaram tiros com policiais.
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