Só sobrou Márcio França para Lula em SP?
Segundo o 'Estadão', nem Geraldo Alckmin nem Fernando Haddad teriam interesse em concorrer ao governo de São Paulo
O jornal O Estado de S.Paulo publicou nesta quarta-feira, 23, que o ministro do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte, Márcio França (PSB, foto), é o nome “mais provável” para receber o apoio de Lula (PT) na corrida ao governo de São Paulo em 2026.
Segundo o jornal, a alternativa é citada em função da falta de acenos do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) à empreitada e dos recados do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, indicando que não planeja concorrer ao Executivo estadual.
A eventual retirada de Alckmin da chapa presencial em 2026 é vista pelo PSB como um “desprestígio” ao nome do vice-presidente e ex-governador de São Paulo.
Não tem nenhum outro nome no PT?
O jornal diz que outros dois nomes têm sido ventilados no PT, mas nenhum deles demonstrou muito interesse até o momento.
São eles: Alexandre Padilha, ministro da Saúde, e Luiz Marinho, do Trabalho.
Conforme o Estadão, Padilha tem dito a interlocutores que não faria sentido deixar o Ministério da Saúde com apenas um ano de trabalho, já que ele precisaria deixar o cargo até seis meses antes do pleito.
Marinho, por sua vez, tem apontado que não quer ser candidato ao governo de São Paulo “de jeito nenhum”.
O desempenho de Márcio França em 2022
Em 2022, Márcio França foi candidato ao Senado por São Paulo, mas não se elegeu.
Ele foi derrotado pelo astronauta Marcos Pontes (PL), que apoiado por Jair Bolsonaro conquistou 49,68% dos votos válidos.
No pleito, França ficou em segundo lugar, com 36,27% dos votos.
Caminho livre para Tarcísio
Cotado para disputar a Presidência da República caso Jair Bolsonaro não consiga recuperar a elegibilidade até 2026, Tarcísio de Freitas (Republicanos) tem o caminho livre para uma reeleição tranquila ao governo de São Paulo.
Pesquisa Datafolha divulgada em abril apontou que 61% dos eleitores do estado aprovam o trabalho de Tarcísio como governador.
Mesmo assim, a aprovação, entre os que avaliam o governo como ótimo ou bom, caiu de 44% para 41%.
Leia mais: Lula em baixa, Tarcísio em alta
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