Sidônio Palmeira envolvido no ‘gabinete do ódio’ do PT?
A ação “Pode Espalhar” será bancada com dinheiro público, já de olho nas eleições do ano que vem
O deputado federal Carlos Jordy (PL-RJ) apresentou nesta segunda-feira, 7, pedido de informação ao ministro-chefe da Secretaria de Comunicação do Governo Lula (Secom), Sidônio Palmeira, cobrando esclarecimentos sobre uma eventual participação estatal no projeto “Pode Espalhar” lançado pelo PT na semana passada.
Como registramos, o PT e a Fundação Perseu Abramo – braço político da sigla – vão dar suporte jurídico a influenciadores digitais que participarem da campanha digital contra o Congresso Nacional deflagrada após a derrubada do decreto presidencial do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF).
A ação será bancada com dinheiro público, já que a entidade é financiada com recursos do Fundo Partidário. Essa ação vai se estender até às eleições de 2026, segundo o PT.
“A iniciativa, de forte conteúdo político-partidário e potencial de mobilização em larga escala, remete a estruturas informalmente descritas por esta mesma Secretaria e por decisões do Supremo Tribunal Federal como possíveis ‘milícias digitais’, especialmente quando associadas à desinformação, financiamento opaco, ou atuação coordenada para influenciar políticas públicas e deslegitimar instituições democráticas”, disse o parlamentar no pedido de esclarecimentos.
“Diante disso, torna-se imprescindível esclarecer a eventual relação institucional entre a Secom e a referida ação, com especial atenção aos princípios constitucionais da legalidade, impessoalidade, moralidade e publicidade, que regem a Administração Pública”, acrescenta Jordy.
Reunião de influenciadores para o gabinete de ódio do PT
A proposta de prestação de assistência jurídica aos influenciadores foi apresentada durante uma transmissão ao vivo com a participação de dirigentes partidários e da fundação, entre eles o deputado federal Jilmar Tatto (PT-SP), secretário nacional de Comunicação do partido; o senador Humberto Costa (PT-PE), presidente nacional da legenda; e Paulo Okamotto, presidente da FPA.
Levantamento feito pela consultoria BITES a pedido do jornal O Globo apontou pelo menos 1,7 milhão de interações nas redes sociais durante a campanha deflagrada contra o Congresso. Os vídeos, feitos por meio de inteligência artificial, satirizam a atuação do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB).
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