Fundação vai garantir suporte jurídico ao 'gabinete do ódio' petista

15.04.2026

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O Antagonista

Fundação vai garantir suporte jurídico ao ‘gabinete do ódio’ petista

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Wilson Lima
3 minutos de leitura 04.07.2025 10:41 comentários
Brasil

Fundação vai garantir suporte jurídico ao ‘gabinete do ódio’ petista

Ação da Fundação Perseu Abramo chamada “Pode Espalhar” será bancada com o dinheiro do fundo partidário

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Wilson Lima
3 minutos de leitura 04.07.2025 10:41 comentários 1
Fundação vai garantir suporte jurídico ao ‘gabinete do ódio’ petista
Crédito: PT/Reprodução

O PT e a Fundação Perseu Abramo – braço político da sigla – vão dar suporte jurídico a influenciadores digitais que participarem da campanha digital contra o Congresso Nacional deflagrada após a derrubada do decreto presidencial do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF).

A ação, chamada “Pode Espalhar”, será bancada com dinheiro público, já que a entidade é financiada com recursos do Fundo Partidário. Um detalhe: a ação vai se estender até às eleições de 2026, segundo o PT.

Levantamento feito pela consultoria BITES a pedido do jornal O Globo apontou pelo menos 1,7 milhão de interações nas redes sociais durante a campanha deflagrada contra o Congresso. Os vídeos, feitos por meio de inteligência artificial, satirizam a atuação do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB).

A proposta foi apresentada durante uma transmissão ao vivo com a participação de dirigentes partidários e da fundação, entre eles o deputado federal Jilmar Tatto (PT-SP), secretário nacional de Comunicação do partido; o senador Humberto Costa (PT-PE), presidente nacional da legenda; e Paulo Okamotto, presidente da FPA.

A ideia é reunir comunicadores que já atuam espontaneamente nas redes sociais, oferecendo a eles estrutura de apoio, formação e estratégias de conteúdo.

O Pode Espalhar prevê a criação de um “Clube de Influência do Time Lula”, que contará com curadoria de conteúdos, canais diretos com a estrutura partidária e suporte jurídico. A proposta, segundo seus organizadores, é “enfrentar a disputa de narrativas” nas plataformas digitais e ampliar o alcance das ações do governo federal em meio ao que classificam como um cenário de desinformação e embates políticos acirrados.

“Vocês podem dizer: o governo do Lula é um governo que eu gosto. Isso não é campanha antecipada. Se precisarem de advogado, podem acionar nossa rede, e vamos tentar providenciar orientação ou defesa”, disse Okamotto em live nas redes sociais.

O senador Humberto Costa, presidente do partido, reforçou a importância da atuação coordenada nas redes sociais. “Retomamos o Bolsa Família turbinado, voltamos com programas na saúde, educação, moradia e assistência social. O Brasil está crescendo mais do que previam, o desemprego caiu, a renda aumentou”, afirmou.

Nesta semana, porém, a ministra de Relações Institucionais do governo Lula, Gleisi Hoffmann, tentou distanciar o partido do ataque feito pela militância petista ao Congresso nas redes sociais.

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Wilson Lima

Wilson Lima é jornalista formado pela Universidade Federal do Maranhão. Trabalhou em veículos como Agência Estado, Portal iG, Congresso em Foco, Gazeta do Povo e IstoÉ. Acompanha o poder em Brasília desde 2012, tendo participado das coberturas do julgamento do mensalão, da operação Lava Jato e do impeachment de Dilma Rousseff. Em 2019, revelou a compra de lagostas por ministros do STF.

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Comentários (1)

Annie

04.07.2025 11:00

Sei não, talvez seja um tiro no pé.


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