Seu celular pode estar mais seguro e você ainda não ativou esse recurso
Um novo sistema visa proteger brasileiros de golpes telefônicos. Conheça o Origem Verificada, sua importância e os bancos que já aderiram à tecnologia.
O Origem Verificada é uma iniciativa desenvolvida pela Anatel em parceria com prestadoras de telecomunicações para ajudar os brasileiros a identificar a origem das chamadas telefônicas. Este sistema visa aumentar a segurança e reduzir fraudes ao mostrar informações sobre quem está ligando, diretamente na tela do celular. A ideia é dificultar a ação de golpistas que se passam por centrais de atendimento, especialmente de bancos.
Ao contrário de aplicativos tradicionais, o Origem Verificada não requer download ou instalação. Ele funciona automaticamente, exibindo o nome da empresa, logomarca, motivo da ligação e um selo de autenticação com a mensagem “número validado”. No entanto, a compatibilidade do sistema depende do modelo do celular e da ativação de certas funções, como VoLTE, em redes 4G ou 5G.
Como funciona o sistema Origem Verificada?
O funcionamento do Origem Verificada baseia-se no protocolo internacional STIR/SHAKEN, que valida, em tempo real, se o número exibido corresponde à empresa que está ligando. A validação ocorre por meio de um banco de dados centralizado pela ABR Telecom, abastecido pelas operadoras de telefonia. Durante a chamada, o sistema compara os dados da empresa com os registros da operadora, autenticando a ligação se houver correspondência.
Este processo visa garantir que as chamadas recebidas sejam legítimas, reduzindo a incidência de robocalls e fraudes telefônicas. No entanto, é importante notar que celulares que operam em redes 2G ou 3G não são compatíveis com esta tecnologia, continuando a receber chamadas sem a identificação de origem.

Quais bancos estão aderindo ao Origem Verificada?
Entre os bancos que já confirmaram a adesão ao Origem Verificada estão o Bradesco, o Santander e o Banco do Brasil. Estas instituições financeiras são as primeiras a se comprometer com o programa antifraude, embora ainda não tenham definido uma data para a implementação efetiva do sistema. Outros bancos, como o Nubank, a Caixa Econômica Federal, o Itaú e o Mercado Pago, estão avaliando a possibilidade de adesão.
Apesar do potencial de segurança que o Origem Verificada oferece, a participação das empresas ainda é limitada. Segundo a ABR Telecom, poucas companhias contrataram a ferramenta até o momento, o que pode ser um desafio para a ampla adoção do sistema.
Por que a adesão ao Origem Verificada não é obrigatória?
A adesão ao Origem Verificada não é obrigatória, permitindo que cada banco ou empresa decida se deseja ou não participar do sistema. A Febraban (Federação Brasileira de Bancos) afirma que essa decisão é individual, baseada nas estratégias de segurança e nos interesses de cada instituição. Embora a participação seja voluntária, a expectativa é que, com o tempo, mais empresas reconheçam os benefícios do sistema e optem por adotá-lo.
Com a crescente preocupação com fraudes e segurança, o Origem Verificada representa um passo importante na proteção dos consumidores. A implementação deste sistema pode transformar a forma como as chamadas telefônicas são gerenciadas, oferecendo mais transparência e segurança para os usuários.
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