Senado cria subcomissão para investigar Banco Master
CAE deve abrir sigilos e puxar a fila das falhas no sistema financeiro
O escândalo do Banco Master ganhou novo palco político. A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado abriu os trabalhos deste ano com a decisão de criar uma subcomissão para acompanhar as investigações sobre a maior fraude financeira recente do país e requisitar informações protegidas por sigilo bancário.
Para o senador Renan Calheiros (MDB-AL), a comissão tem “dever de vasculhar este pântano do Banco Master e todas as suas ramificações, doa a quem doer”, afirmou ao defender a instalação formal do grupo, marcada para quarta-feira (4). O parlamentar deixou claro que não se trata de uma CPI, mas de uma obrigação institucional da CAE. O grupo terá autorização para obter documentos e dados sigilosos, amparado na Lei Complementar 105/2001, além de monitorar trabalhos da Polícia Federal, do Banco Central, da Comissão de Valores Mobiliários e do Tribunal de Contas da União.
A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) reagiu e endossou a fala do líder da CAE. Segundo a parlamentar, “o foro certo para discutir tudo o que aconteceu é aqui. Esta comissão é permanente, e a CPI é transitória. As mudanças legais precisam nascer aqui”, destacou.
Já a senadora Leila Barros (PDT-DF) foi ainda mais dura e fez referência à possibilidade de repercussão política local por conta dos envolvidos. “Estamos diante do maior escândalo financeiro do país. As relações entre Daniel Vorcaro e os Poderes são escandalosas. No centro estão o Distrito Federal e o BRB“.
Integrantes do grupo de trabalho incluem senadores como Alessandro Vieira (MDB-SE), Eduardo Braga (MDB-AM), Esperidião Amin (PP-SC), Fernando Farias (MDB-AL) e Randolfe Rodrigues (PT-AP), com possibilidade de ampliação da lista. O movimento do Senado ocorre em meio aos efeitos práticos do caso. Organismos do mercado estimam que bancos públicos, como o BRB, enfrentarão perdas bilionárias por causa de negócios com papéis do Master declarados sem lastro, elevando o risco fiscal e político da crise.
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