“Se não estivesse fazendo o correto, não dormiria bem”, diz Zema sobre STF
Ex-governador afirma que decisões de ministros não podem ficar sem contestação; "Eu não vou ficar calado"
O ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência, Romeu Zema (Novo), publicou vídeo nas redes sociais, nesta terça-feira, 28, em que elevou o tom contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e afirmou que não pretende se calar diante de decisões da Corte.
Na gravação, Zema disse que suas posições estão alinhadas à própria consciência. “Se eu não estivesse fazendo o correto, eu não estaria dormindo bem. Eu tô dormindo bem, é sinal que eu tô fazendo o que a minha consciência manda”, afirmou.
O pré-candidato também criticou diretamente a atuação de ministros do STF e disse que não adotará postura passiva. “Você ver atos como esse que os ministros do Supremo têm feito e ficar calado, eu não vou ficar”, declarou.
Na sequência, o ex-governador buscou reforçar sua independência política e negou ter qualquer tipo de compromisso que limite sua atuação. “Eu não tenho rabo preso, minha vida já foi mais do que vasculhada”, disse.
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Zema relembrou ainda o período em que foi eleito, em 2018, ao mencionar tentativas de adversários de encontrar irregularidades em sua trajetória. “Quando eu fui eleito em 2018, o PSDB mandou um exército na minha cidade, Araxá, pra vasculhar a minha vida. Não encontraram nada, tentaram inventar, não colocam e eu tô tranquilo”, afirmou.
O pré-candidato também citou sua gestão em Minas Gerais como exemplo de transparência. Segundo ele, não houve favorecimento a familiares em contratos públicos durante seu governo. “Pegue meu governo lá em Minas Gerais, as despesas, vê se teve alguém da minha família que foi beneficiado de contrato de 129 milhões”, disse.
Na mesma fala, Zema fez referência indireta a situações envolvendo integrantes do STF, sem detalhar casos específicos, e questionou relações contratuais que envolveriam familiares de ministros. “Agora um ministro do Supremo consegue essa proeza pra esposa dele, coisa que nenhum outro instituto de advocacia do Brasil jamais teve, nem com bancos muito maiores”, afirmou.
Ao final, o ex-governador ampliou a crítica ao cenário institucional brasileiro. “Isso só acontece no Brasil. É um soco na cara do brasileiro que rala”, concluiu.
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