‘Se fosse no Japão, um ministro enrolado já teria se suicidado’, diz Zema
"Se fosse em qualquer outro país sério, ele já estaria preso", afirmou o governador de Minas Gerais
O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), comentou nesta quinta-feira, 12, sobre as conversas encontradas pela Polícia Federal entre o ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, e Daniel Vorcaro, dono do Master.
Toffoli é o relator da investigação do caso Master na Suprema Corte.
“O escândalo do Banco Master está mostrando ao Brasil quem é quem nessa turma dos intocáveis. Se fosse no Japão, um ministro enrolado num escândalo desses já teria se suicidado. Se fosse em qualquer outro país sério, ele já estaria preso. Em um país menos sério, sofreria no mínimo um impeachment. Que tipo de país seremos se isso acabar em pizza?”, questionou o governador, pré-candidato à Presidência, no X.
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Conversas entre Toffoli e Vorcaro
A PF identificou referências ao ministro Dias Toffoli durante perícia em aparelhos celulares do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
Diante do achado, a direção da PF decidiu não seguir o procedimento padrão de enviar o relatório diretamente ao relator. Em vez disso, entregou o material ao presidente do STF, Edson Fachin, para que ele avalie quais medidas devem ser tomadas.
No ofício enviado a Fachin, a PF descreveu as menções ao ministro sem fazer avaliações e não sugeriu a abertura de inquérito ou pedido de suspeição.
A PF aguarda “encaminhamento técnico e jurídico” para cada uma das averiguações.
Toffoli e a sociedade no resort Tayayá
O gabinete do ministro Dias Toffoli confirmou nesta quinta-feira, 12, o recebimento de repasses por meio da empresa Maridt, do qual foi sócio com seus familiares, após a venda de suas participações no grupo Tayayá Ribeirão Claro em fevereiro de 2025.
Apesar disso, o ministro alega não ter relações de intimidade com Vorcaro.
O caso está sendo alvo de apuração da Polícia Federal.
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