Se “anistia light passar”, EUA “não irão mais ajudar”, disse Eduardo ao pai
Para a PF, mensagem comprova que o deputado está nos EUA apenas para salvar Jair Bolsonaro da prisão
A Polícia Federal afirmou, no relatório que sustentou o indiciamento de Jair e Eduardo Bolsonaro por coação de autoridades, que o deputado teria admitido em mensagens que sua atuação nos Estados Unidos visava salvar o pai da prisão, e não os condenados pelos atos do 8 de janeiro.
“Ainda no dia 07.07.2025, no período da noite, EDUARDO BOLSONARO envia mensagens ao pai evidenciando que a real intenção dos investigados não seria uma anistia para os condenados pelos atos golpistas realizados no dia 08 de janeiro de 2022, mas sim, interesses pessoais, no sentido de obter uma condição de impunidade de JAIR BOLSONARO na ação penal em curso por tentativa de golpe de Estado e Abolição Violenta do Estado Democrático de Direito, mediante ações de grave ameaça para coagir e restringir exercício da Suprema Corte brasileira. Diz:
‘Se a anistia light passar, a última ajuda vinda dos EUA terá sido o post do Trump. Eles não irão mais ajudar (…) Temos que decidir entre ajudar o Brasil, brecar o STF e resgatar a democracia OU enviar o pessoal que esteve num protesto que evoluiu para uma baderna para casa num semiaberto (…).’
Em seguida, confirmando sua ação consciente e voluntária junto a autoridades norte-americanas para obter medidas contra o Estado brasileiro com a finalidade de coagir autoridades brasileiras, em especial ministros do Supremo Tribunal Federal que atuam nas ações penais que apuram a tentativa de golpe de Estado e Abolição Violenta do Estado Democrático de Direito, EDUARDO BOLSONARO diz:
‘Neste cenário vc: não teria mais amparo dos EUA, o que conseguimos a duras penas aqui, bem como estaria igualmente condenado final de agosto. Eu acho que não vale a pena, mas te oriento a buscar conselho com outras pessoas. Tire do cálculo o apoio dos EUA, qual estratégia vc tem para atingir qual objetivo? É simples.’
Finalizando as mensagens trocadas neste dia, EDUARDO BOLSONARO afirma que iria ‘acordar de olho nas redes do Trump, torcendo para (…) que ele já traga novidades sobre ações’. As mensagens do parlamentar, neste contexto, ratificam o conhecimento prévio acerca de eventuais medidas direcionadas pelo governo dos EUA ao Brasil, cuja concretização, de fato, veio a ocorrer no dia 09.07.2025.”
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