“Se a gente não se preparar na defesa, qualquer dia alguém invade a gente”, diz Lula
Petista sugeriu que o Brasil e África do Sul ampliem a cooperação na área militar com a produção conjunta de armamentos
O presidente Lula (PT) afirmou nesta segunda, 9, que o Brasil deveria se preparar “na questão da defesa”, porque “qualquer dia alguém” poderia invadir o país.
A declaração foi feita em encontro com o presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa, em Brasília, e em meio à guerra no Irã.
“Aqui (no Brasil) ninguém tem bomba nuclear, nossos drones são para agricultura, ciência e tecnologia e não para a guerra. Pensamos em defesa como dissuasão. Mas não sei se Ramaphosa percebe, se a gente não se preparar na questão de defesa, qualquer dia alguém invade a gente”, disse Lula.
Lula também defendeu que o Brasil e África do Sul ampliem a cooperação na área militar com a produção conjunta de armamentos.
“Isso é uma coisa que o Brasil tem uma necessidade similar à da África do Sul, portanto precisamos juntar nosso potencial e ver o que podemos produzir juntos. Não precisamos ficar comprando dos senhores das armas, poderemos produzir. Precisamos nos convencer de que ninguém vai ajudar a gente além de nós mesmos”, afirmou.
Cobrança à ONU
Na semana passada, Lula criticou a atuação da ONU (Organização das Nações Unidas) por, segundo ele, não cumprir os princípios estabelecidos em sua carta de fundação.
A declaração foi feita durante uma conferência sobre alimentação e agricultura, em Brasília, enquanto a guerra no Irã se intensifica.
“Compensou destruir Gaza, matando mulheres e crianças, e agora aparecem com pompa, criando um conselho para reconstruir Gaza? Parece um resort, enquanto os cadáveres ainda estão lá”, disse Lula.
Às vezes, a gente fica impassível. Se não gritarmos, se não nos mexermos, nada acontece”, acrescentou.
O petista cobrou os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU, criticando o fato de gastarem mais com a produção e compra de armamentos do que no combate à fome.
Para Lula, os US$ 2 trilhões gastos no ano passado em conflitos poderiam ter sido divididos entre os 630 milhões de pessoas que passaram fome no mundo.
“Não precisaria haver fome no mundo se houvesse bom senso entre os governantes”, concluiu.
Leia também: Lula cobra ONU por omissão diante da guerra no Irã
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Comentários (1)
Marian
09.03.2026 19:03Se for para pegar terroristas, não haveria nenhum problema não é mesmo?