São Paulo investe em “cidades resilientes” diante de eventos climáticos
Fórum reúne gestores e especialistas com o objetivo de preparar as cidades paulistas para desastres e situações extremas
O estado de São Paulo intensifica o debate sobre a preparação de suas cidades frente aos desastres provocados pelas mudanças no clima. O painel “Eventos Extremos: Cidades Resilientes no Contexto das Mudanças Climáticas” reuniu especialistas e gestores públicos no Summit Agenda SP +Verde para discutir inovações e desafios na busca pela resiliência urbana.
O encontro, promovido pelo Governo do estado, pela Prefeitura de São Paulo e pela USP, ocorreu no Parque Villa-Lobos. A programação abordou soluções para o fortalecimento da capacidade de resposta a eventos extremos, um dos quatro eixos temáticos do evento.
Planejamento e ações preventivas
O coordenador estadual da Defesa Civil, coronel Henguel Ricardo Pereira, enfatizou que a criação de “cidades resilientes” exige planejamento e ações preventivas, superando a dependência de respostas apenas emergenciais. A estratégia estadual inclui investimento nos eixos da educação e da tecnologia.
Sistemas de alertas precoces estão sendo implementados via telefone celular. Além disso, a temática da prevenção está sendo incorporada ao currículo das salas de aula.
Pereira reforçou que a eficácia da tecnologia e dos sistemas de aviso depende do engajamento social e da compreensão pública sobre a prevenção: “Precisamos trabalhar na mudança da cultura de risco da população e para isso temos investido no eixo da educação e da tecnologia, implementando alertas precoces pelo celular e levando o tema de prevenção para dentro das salas de aula”.
A capital paulista, por sua vez, prioriza medidas de preparação e mitigação dos efeitos climáticos. Luciana Feldman, chefe de Gabinete da Secretaria Executiva de Mudanças Climáticas da cidade de São Paulo, mencionou investimentos em energia limpa, ampliação de áreas verdes e justiça climática. Essas medidas exigem urgência e prioridade nos investimentos.
Integração e projeção global
A integração entre o setor privado e o setor público é vista como necessária para o progresso, conforme destacou Flávia Ribeiro, diretora sênior da Kearney Sustentabilidade e Cooperação Internacional. Essa união é fundamental, principalmente na captação de investimentos destinados à adaptação climática das cidades.
Ela defendeu também o desenvolvimento de sistemas de alerta cada vez mais acessíveis e precisos para a população.
Do ponto de vista acadêmico, a Profª. Dra. Farah Ajalova, da Universidade de Brasília, indicou que o momento exige o fortalecimento das políticas de resiliência.
A pesquisadora projetou que a COP30 será um evento fundamental para atrair investimentos para São Paulo. A discussão sobre medidas para aumentar a resiliência urbana, iniciada na COP29 em Baku, terá continuidade e efetivação de ações concretas no Brasil.
O Summit Agenda SP+Verde, que sedia o debate, é um evento internacional pré-COP. O encontro reúne especialistas e lideranças para tratar de desenvolvimento sustentável e economia verde. Os debates estão organizados, além de Resiliência, em temas como Finanças Verdes, Justiça Climática e Transição Energética. O evento conta com o apoio de universidades e institutos tecnológicos, que discutem o papel da pesquisa na transformação climática de São Paulo.
Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.
Comentários (0)