São Paulo ferve a 42 °C em municípios do interior
As altas temperaturas no fim de dezembro em diversas cidades do interior de São Paulo e na capital ultrapassaram recordes históricos
As altas temperaturas no fim de dezembro em diversas cidades do interior de São Paulo e na capital ultrapassaram recordes históricos, com termômetros acima dos 40 °C em municípios do Vale do Ribeira e a maior marca para dezembro já registrada na cidade de São Paulo.
Onda de calor em São Paulo eleva temperaturas a níveis recordes
A onda de calor em São Paulo provocou dias seguidos com temperaturas muito acima da média em pleno mês chuvoso, afetando tanto o interior quanto a Região Metropolitana.
Em Pedro de Toledo, Miracatu e Itaóca, os termômetros passaram dos 40 °C, marca incomum para o estado.
Na capital, o Mirante de Santana registrou 37,2 °C, superando em mais de 2 °C o recorde anterior de dezembro.
Diversas cidades, como Campinas, Sorocaba, Piracicaba e Taubaté, ficaram entre 37 °C e 39 °C, evidenciando a abrangência do evento.
🥵 Novo recorde de temperatura na cidade de São Paulo (SP)!
— Meteored Brasil (@MeteoredBR) December 28, 2025
🌡️ A estação meteorológica do INMET no Mirante de Santana, na capital paulista, registrou 37,2ºC às 16h deste domingo (28).
📈 É a maior temperatura máxima já observada em um mês de dezembro na localidade. pic.twitter.com/o9RXwpHbyr
O que explica a intensidade da onda de calor em São Paulo
A intensidade da onda de calor em São Paulo está associada à atuação de uma massa de ar seco e quente que funciona como bloqueio atmosférico, dificultando a chegada de frentes frias e mantendo o céu com poucas nuvens.
Esse padrão favorece forte incidência de sol ao longo de vários dias.
Além disso, a baixa umidade relativa do ar, em torno de 30% a 45% em algumas áreas, agrava o desconforto térmico.
Padrões climáticos de grande escala, como alterações nas correntes de jato e o aquecimento de oceanos, contribuem para períodos mais prolongados de bloqueio e calor extremo.
Impactos da onda de calor em áreas urbanas e no interior
Nas grandes cidades, as ilhas de calor urbanas amplificam as temperaturas, com concreto e asfalto retendo calor e reduzindo o resfriamento noturno.
A sensação térmica aumenta, especialmente em bairros densamente construídos e com pouca vegetação.
No interior, a forte radiação solar e a baixa nebulosidade favorecem aquecimento rápido pela manhã e manutenção do calor até o fim da tarde.
Agricultores e trabalhadores ao ar livre ficam mais expostos a riscos de desidratação e exaustão pelo calor.

Cuidados essenciais para enfrentar a onda de calor
Diante de uma onda de calor em São Paulo ou em outras regiões, algumas medidas simples ajudam a reduzir riscos à saúde, especialmente entre idosos, crianças e pessoas com doenças crônicas.
A seguir, estão cuidados recomendados por órgãos de saúde.
- Beber água ao longo do dia, mesmo sem sentir sede.
- Priorizar alimentos leves, como frutas, saladas e refeições pouco gordurosas.
- Evitar esforço físico intenso e exposição direta ao sol nos horários mais quentes.
- Manter ambientes ventilados ou climatizados e cuidar de crianças, idosos e animais.
Estados em alerta e previsão de calor acima da média
A onda de calor não se limitou a São Paulo e também atingiu Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro e Santa Catarina.
No Rio, temperaturas próximas de 28 °C antes das 7 h e máximas em torno de 36 °C levaram o governo a tratar o calor como emergência de saúde pública.
Meteorologistas indicam que, mesmo com leve redução nos próximos dias, o calor deve seguir acima da média em boa parte do Sudeste.
O monitoramento contínuo de dados meteorológicos e de saúde tende a orientar ações de adaptação e resposta em episódios futuros de calor intenso.
Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.
Comentários (0)