Sabino decide permanecer no governo “pelo bem do turismo”
Executiva Nacional do União Brasil delibera nesta quarta-feira, 8, sobre a expulsão do ministro do Turismo "por reiterada infidelidade partidária"
Celso Sabino (ao centro na foto) anunciou nesta quarta-feira, 8, que fica no governo Lula. A Executiva Nacional de seu partido, União Brasil, se reúne nesta mesma quarta para deliberar sobre a expulsão de Sabino “por reiterada infidelidade partidária”.
O ministro do Turismo decidiu não cumprir uma decisão da Executiva Nacional do União anunciada em 18 de setembro, que deu prazo de 24 horas para que todos os filiados deixassem cargos no governo, sob pena de ato de infidelidade partidária.
Sabino vinha estendendo sua permanência no governo, sem nem tentar esconder seu interesse eleitoral. Paraense, o ministro chegou a entregar sua carta de demissão em 26 de setembro, mas acompanhou Lula na inspeção de obras da COP30 em Belém em 2 de outubro; e tinha a expectativa de ficar mais um tempo, para a festa do Círio de Nazaré, em 12 de outubro.
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“O Brasil, que nunca recebeu, antes, nem 7 milhões de turistas estrangeiros, este ano deve receber, essa é a nossa perspectiva, 10 milhões de turistas estrangeiros. O setor tem faturado como nunca antes faturou, gerando empregos. O Brasil inteiro, não só o turismo tem batido o recorde na geração de emprego, mas o Brasil inteiro, então, pelo bem do turismo, pelo bem dos serviços que a gente vem fazendo em todo, o país, mas especialmente pelo bem do povo do Pará, pela realização da COP30. eu vou permanecer no governo”, justificou-se o ministro em declaração a jornalistas.
“Dia do Fico”
“Então, pode dizer que o dia de hoje é o dia 9 de janeiro, que a gente comemora no Brasil o dia do, dia do…”, brincou o ministro, aludindo ao Dia do Fico, em que Dom Pedro anunciou que ficaria no Brasil, em 1822, contra as ordens de Portugal.
“Tenho a confiança do presidente Lula e pretendo continuar desenvolvendo os trabalhos que eu venho fazendo no Ministério do Turismo. Tenho apoio de boa parte da bancada, a gente tem trabalhado com o diálogo, buscando, junto à administração do partido, esse entendimento. Acho que é possível ainda o diálogo, nós vamos esgotar até o último minuto. Vim hoje aqui, pessoalmente, para apresentar a minha defesa nesse processo, que não acho que é um processo justo, não acho que é um processo que seguiu o rito normal”, reclamou Sabino.
Segundo ele, o União Brasil “tomou decisões equivocadas, açodadas”, mas “há tempo ainda de nós buscarmos o diálogo”.
“Fico no Ministério, fico ao lado do presidente Lula, também por entender que é o melhor projeto para o Brasil. Hojem o Brasil ostenta, no último mês, segundo o IBGE, uma taxa de desemprego de 6%, de 5,6%, menor taxa de desemprego da história, maior massa salarial da história. O Brasil está com uma massa salarial hoje superior a 350 bilhões de reais. Nunca nós tivemos tantos brasileiros trabalhando de carteira assinada. O combate à fome, que tirou o Brasil do mapa da fome, o combate à extrema pobreza, que hoje ostenta o menor índice de toda a história, 3,5% de extrema pobreza no Brasil. Então, eu acho que não resta dúvida a toda a sociedade brasileira que esse é o melhor projeto, e um partido político, ele precisa estar antenado com aquilo que o povo quer”, argumentou, seguindo:
“Eu acho que os interesses do bem do povo, dos projetos que vão trazer benefícios para a sociedade brasileira, devem estar acima dos interesses de qualquer projeto eleitoral, de qualquer projeto pessoal ou de qualquer projeto partidário.”
Na sequência, Sabino disse, contudo, que está sendo “muito instado” a participar das próximas eleições. O ministro foi eleito deputado federal em 2022.
Pesquisa AtlasIntel divulgada no fim de agosto indicou Sabino como quarto ou quinto colocado, a depender dos cenários testados, em intenções de voto na disputa por uma vaga no Senado pelo Pará.
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