“Saber se entrou vivo ou morto não muda o crime”, diz delegado “Saber se entrou vivo ou morto não muda o crime”, diz delegado
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“Saber se entrou vivo ou morto não muda o crime”, diz delegado

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Redação O Antagonista
3 minutos de leitura 17.04.2024 19:03 comentários
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“Saber se entrou vivo ou morto não muda o crime”, diz delegado

Mulher que levou tio morto em banco para tentar sacar um empréstimo chegou à agência em um carro de aplicativo; polícia busca pelo motorista

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“Saber se entrou vivo ou morto não muda o crime”, diz delegado
Foto: Reprodução

O delegado Fábio Luiz, responsável pelo caso da mulher que levou um cadáver à uma agência bancária para tentar sacar um empréstimo, afirmou que o esclarecimento sobre se a vítima já estava morta ao chegar ao local ou se morreu dentro do banco tem pouca influência na investigação do crime.

Isso interfere pouco na investigação. O próprio vídeo deixa claro para quem está vendo, por imagem, que aquela pessoa está morta. Imagine ela que não apenas está vendo, e está vendo e tocando. Só de ela ter dado continuidade, mesmo com ele morto, isso já configura os crimes pelos quais ela vai responder“, disse Fábio Luiz, titular da 34ª Delegacia de Polícia (Bangu), em entrevista à TV Brasil.

Érica de Souza Vieira Nunes foi presa em flagrante por tentativa de furto mediante fraude e vilipêndio a cadáver. Ela está detida e aguarda audiência de custódia.

Motorista de aplicativo será interrogado

As investigações agora visam interrogar o motorista de aplicativo que levou a mulher à agência bancária, além de familiares e vizinhos. Outra medida adotada pela polícia é esclarecer a causa da morte, que ainda é considerada natural.

O caso tem sido considerado inusitado pelas autoridades policiais. Um colega do delegado, com 35 anos de experiência na polícia, confessou estar bastante surpreso. Segundo ele, algo assim nunca havia sido presenciado.

“Tio, tá ouvindo? O senhor precisa assinar”

O momento da tentativa de saque na agência bancária foi registrado em vídeo. Nas imagens, o idoso aparece pálido, sem qualquer reação ou reflexo, sentado em uma cadeira de rodas. Enquanto isso, Érica pede repetidas vezes que ele assine o empréstimo de R$ 17 mil.

Tio, tá ouvindo? O senhor precisa assinar. Se o senhor não assinar, não tem como. Eu não posso assinar pelo senhor, o que eu posso fazer eu faço, diz a acusada durante a tentativa de saque do empréstimo.

Assina para não me dar mais dor de cabeça, eu não aguento mais”, completou Érica.

A mulher, que afirmou à polícia ser cuidadora e sobrinha do homem, chegou a dizer que ele sempre foi daquele jeito quando uma funcionária do banco mencionou que ele não parecia bem. Os funcionários do banco perceberam que o idoso não reagia e decidiram chamar o Serviço de Atendimento Médico de Urgência (Samu).

Ao chegar ao local, o médico constatou que o corpo apresentava sinais de que a morte já havia ocorrido há algumas horas. Diante disso, a Polícia Militar foi chamada e Érica foi encaminhada para a 34ª Delegacia de Polícia (Bangu), onde o caso está sendo investigado. O corpo do idoso será examinado no Instituto Médico Legal (IML) para determinar as circunstâncias da morte.

Sob efeito de medicamentos

A advogada de Érica, Ana Carla de Souza Correa, afirma que o homem estava vivo quando chegaram ao banco e que sua cliente se encontrava emocionalmente abalada e sob efeito de medicamentos. Em seu depoimento à Polícia Civil, Érica afirmou ter ido à agência bancária acompanhada por um motorista de aplicativo.

“A senhora Érica é uma pessoa íntegra, que tem uma filha especial que depende dela. Ela sempre cuidou com carinho do seu Paulo. Tudo será esclarecido e acreditamos na inocência de Érica”, disse a advogada. Existem testemunhas que serão ouvidas no momento oportuno.

Com informações da Agência Brasil

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