Rui Falcão bagunça sucessão pelo comando do PT
O deputado federal irá desafiar o ex-prefeito de Araraquara Edinho Silva, que tem o apoio de Lula, na disputa pela presidência do PT
O deputado federal Rui Falcão anunciou nesta quarta-feira, 9, que será candidato à presidência nacional do Partido dos Trabalhadores (PT).
Ex-presidente da legenda e representante da corrente Novo Rumo, ele irá disputar o comando do partido com o ex-prefeito de Araraquara Edinho Silva, que integra o grupo Construindo um Novo Brasil e tem o apoio do presidente Lula.
Rui Falcão já presidiu o partido em duas outras oportunidades: a primeira foi entre 1993 e 1994 e a segunda, entre 2011 e 2017.
A eleição interna no PT está prevista para 6 de julho.
Rui Falcão contra a “despolarização”
Em 12 de março, Rui Falcão divulgou uma carta aberta, criticando a busca pela “despolarização”.
“Nosso partido deve rechaçar os apelos à despolarização, palavra da moda que significa levar-nos a uma transição efetiva para o centro, com um forte rebaixamento ideológico, programático e organizacional”, afirmou.
“A construção de coalizões para vencer as eleições e governar não pode ser vista como contraditória com a disputa pública de hegemonia pelos partidos do campo popular. O partido não pode ser reduzido a um braço institucional do governo de frente ampla”, acrescentou.
Edinho Silva, seu principal oponente no PT, tem defendido que o partido precisa ampliar suas alianças e deixar de alimentar a polarização política.
O comando do PT
O cargo, que estava com Gleisi Hoffmann desde 2017, passou a ser ocupado temporariamente por Humberto Costa com a ida de Gleisi para a Secretaria de Relações Institucionais do governo Lula.
Em fevereiro deste ano, o PT anunciou que voltará a ter eleições diretas para escolher seu presidente.
Edinho livre
Até recentemente, quem mais fazia oposição a Edinho Silva dentro do PT era Gleisi Hoffmann.
Para ela, o ex-prefeito da cidade paulista de Araraquara se afastava da esquerda raiz e fazia acenos demasiados para os partidos do Centrão e para o mercado financeiro.
Mas a postura de Gleisi mudou.
Após tornar-se ministra do governo Lula, ela deixou de atacar o rival, para não desagradar ao presidente Lula.
Edinho ainda conta com apoio de José Dirceu, que ganhou um cargo de consultor clandestino neste governo e pensa em se candidatar a deputado federal em 2026.
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Comentários (1)
Murillo Bueno
09.04.2025 16:07Olha a pinta da múmia. Esse Pt arruma cada uma que parece duas..