Rui Costa defende encontros entre Lula e Vorcaro: “Institucionais”
Encontros entre o petista e o dono do Master ocorreram fora da agenda
O ministro da Casa Civil, Rui Costa, defendeu na segunda-feira, 2, os encontros entre o presidente Lula (PT) e o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro.
Segundo o ministro, tais encontros fazem parte da rotina institucional do petista.
“O presidente [Lula] recebeu vários presidentes de bancos, tanto quanto pedido para tratar de assuntos institucionais. Um presidente que quer governar de forma democrática tem que estar aberto à sua agenda, ouvir representantes dos diversos segmentos”, disse Rui Costa a jornalistas.
“Se algum ator que representa algum segmento vier a cometer erros, isso não inviabiliza o presidente”, acrescentou.
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Fora da agenda
Apesar da normalidade que o Planalto tenta passar, os encontros entre Lula e Vorcaro ocorreram fora da agenda.
Em um deles, realizado em dezembro de 2024, Vorcaro teria reclamado da “perseguição” realizada por grandes bancos ao Master.
Lula respondeu ao banqueiro que cabia ao Banco Central apurar o caso de maneira “isenta e técnica”.
Vorcaro esteve na sede do Executivo ao lado de Guido Mantega, ex-ministro da Fazenda, e do ex-CEO do Master Augusto Lima.
Os ministros Rui Costa, da Casa Civil, Alexandre Silveira, de Minas e Energia, e o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, também foram chamados.
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Vorcaro e o Banco Master
Vorcaro foi um dos alvos da Operação Compliance Zero, cuja primeira fase foi deflagrada em novembro de 2025.
O banqueiro é apontado como o principal integrante do grupo responsável por ter promovido fraudes financeiras com um prejuízo estimado em 12 bilhões de reais.
O foco da investigação está na venda de títulos de crédito falsos pelo Banco Master.
Segundo os investigadores, a instituição financeira emitia Certificados de Depósito Bancário (CDBs) com a promessa de pagar ao cliente até 40% acima da taxa básica do mercado.
O retorno é considerado irreal pelas autoridades.
Liquidação do Banco Master
O Banco Central anunciou em 18 de novembro a liquidação extrajudicial do Banco Master.
Em nota, a autoridade monetária explicou que o processo foi motivado “grave crise de liquidez” do conglomerado, além de “graves violações” às normas do Sistema Financeiro Nacional (SFN).
Leia também: Pobre se sacrifica enquanto “cidadão do Master” dá golpe de R$ 40 bi, diz Lula
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Comentários (3)
Annie
03.02.2026 10:15Sim sei😤
Marian
03.02.2026 09:46Institucionais?! Estamos falando de fraudes cometidas e que somam uns 50 bilhões de Reais no barato.
Claudemir Silvestre
03.02.2026 09:08Claro que sim … encontros “ Institucionais $$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$ “