Rodolfo Borges na Crusoé: Treinadores do ressentimento
Oswaldo e Leão conseguiram piorar o que já estava ruim ao tentar defender os técnicos de futebol brasileiros
Oswaldo de Oliveira e Emerson Leão (à direita na foto) protagonizaram uma das cenas mais patéticas da história do futebol mundial sem nem botar o pé em campo.
Treinadores de carreiras medianas, os dois fizeram discursos lamentáveis no 2º Fórum Brasileiro dos Treinadores de Futebol, em defesa dos técnicos brasileiros, diante do italiano Carlo Ancelotti (à esquerda na foto), o maior campeão da Champions League, que tenta dar um jeito na seleção brasileira após uma série de treinadores brasileiros não conseguir.
“Eu sempre disse que eu não gosto de treinadores estrangeiros no meu país. Estou falando aqui na frente da nossa casa”, disse Leão, cujo maior título foi o Campeonato Brasileiro de 2002 com o Santos de Diego e Robinho, acrescentando que “tudo tem um culpado”.
Jogaram onde?
“Nós, treinadores, somos culpados da invasão de outros treinadores que não têm nada a ver com isso”, completou Leão, que treinou dois clubes no Japão na década de 1990.
Já Oswaldo, que ganhou o primeiro Mundial de Clubes da Fifa com o Corinthians, em 2000, até começou o discurso criticando quem administrou a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) nas últimas décadas, e afirmou que “não tem jeito, tem que ser um estrangeiro” a comandar a seleção brasileira hoje, mas escorregou no fim do discurso:
“Tomara, inshalá. nós cheguemos a ter novamente os treinadores brasileiros brilhando, dirigindo os clubes, e quando, é claro, o Ancelotti for embora, depois de ser campeão o ano que vem, que volte um brasileiro para a seleção.”
Homem do ressentimento
Nietzsche, por sua vez, diz o seguinte em seu A Genealogia da Moral:
“O homem do ressentimento não é franco, nem ingênuo, nem honesto e reto consigo. Sua alma olha de través; ele ama os refúgios, os subterfúgios, os caminhos ocultos, tudo escondido lhe agrada como seu mundo, sua segurança, seu bálsamo; ele entende do silêncio, do não esquecimento, da espera, do momentâneo apequenamento e da humilhação própria”.
Diante da proliferação de técnicos portugueses e argentinos, entre outros, no Brasil, Oswaldo já vem fazendo discursos…
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