Rodolfo Borges na Crusoé: Precisamos falar sobre Abel
Palmeiras não ajuda o próprio treinador e o futebol ao fingir que não há um problema no comportamento do português à beira do campo
Abel Ferreira (foto) foi punido pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) com oito jogos de suspensão pela reincidência de mau comportamento à beira de campo como treinador do Palmeiras — a punição foi reduzida a sete partidas posteriormente.
O clube protestou em nota pública contra o que classificou como uma “decisão que foge aos preceitos historicamente adotados pelas comissões disciplinares”.
“Nosso treinador foi punido com rigor desproporcional, em uma sessão que considerou, entre outras imprecisões, uma leitura labial sem qualquer respaldo pericial e trouxe à tona episódios pretéritos pelos quais o profissional já havia sido penalizado”, reclamou o Palmeiras.
De fato, a decisão é nova e “foge aos preceitos historicamente adotados”, mas não se pode dizer que seja desproporcional, porque o comportamento de Abel também “foge aos preceitos historicamente adotados”.
Pateta
Nenhum treinador adotou a reclamação contra a arbitragem no Brasil como estratégia com tanto empenho e método quanto o treinador português. E Abel conseguiu aumentar o custo de errar contra o Palmeiras, a ponto de incomodar o Flamengo, o clube contra o qual é mais custoso errar no Brasil — quanto mais torcedores, mais reclamações, mais gritaria, mais pressão.
Esse comportamento já resultou em 14 expulsões de campo e mais de 70 cartões amarelos.
O técnico do Palmeiras até admitiu a própria vilania recentemente, ao reconhecer que não é o melhor exemplo quando compete, aludindo ao episódio em que a personagem Pateta, da turma do Mickey, perde a cabeça atras do volante de um carro: “Quando quero ser Pateta, sou pateta”.
Mesmo diante de…
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