Rodolfo Borges na Crusoé: O homem que queria ser rei
Memphis Depay submeteu o Corinthians, mas ainda terá de provar que é imortal
Kipling conta em O homem que queria ser rei a história de Daniel Dravot e Peachey Carnehan, dois parceiros que têm o plano de unificar as tribos do Kafiristão, na fronteira montanhosa com o Afeganistão, e se tornar reis, já que isso não poderia ocorrer na Inglaterra.
“Foi assim que chegamos à nossa primeira aldeia, sem qualquer problema, como se tivéssemos caído do céu”, conta Carnehan ao relatar como os dois conquistaram a primeira tribo apenas disparando suas armas diante de um povo que nunca tinha tido contato com algo tão potente.
Dravot e Carnehan passam a ser tratados como deuses e vão conquistando aldeia por aldeia.
Memphis
Memphis Depay também chegou ao Corinthians como se tivesse caído do céu. Sem poder ser rei na Europa, onde a exigência é muito maior, o holandês encontrou no time do Parque São Jorge dirigentes dispostos a pagá-lo como se ele fosse de fato um rei.
E, apesar de não caber no orçamento do clube, o atacante da seleção holandesa conseguiu conquistar os corintianos, em parte pelo desempenho em campo e em parte por sua personalidade de artista.
A atual temporada vem sendo decepcionante, contudo. Memphis priorizou a Copa do Mundo em detrimento do Corinthians e, mesmo assim, não conseguiu fazer um bom mundial pela Holanda.
Mesmo assim, a diretoria corintiana decidiu renovar com o holandês. Quando parecia tudo acertado, os dirigentes deram para trás, alegando uma prudência financeira que nunca demonstraram.
Um homem
Memphis protestou, dizendo que ficou “decepcionado em ler que o Corinthians decidiu não honrar nosso acordo em vigor para estender meu contrato por mais dois anos” e que não deixaria “esse comportamento inaceitável sem sanção”.
Na sequência, a torcida…
Siga a leitura em Crusoé. Assine e apoie o jornalismo independente.
Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.
Comentários (0)