Roberto Reis na Crusoé: O número de Lula que não se mexe
Mesmo depois de todas as obras inauguradas, programas lançados, recordes em propaganda de governo e tropeços da oposição, Lula é um cara de no máximo 45%
Tem um número sobre Lula escondido na última pesquisa Meio/Ideia de julho. Aliás, eu o venho percebendo em quase todas as últimas pesquisas. Ele não aparece em nenhuma matéria da imprensa. Mas explica a eleição inteira.
É o número 45.
Lula contra Flávio Bolsonaro: 45%. Lula contra Michelle: 45%. Lula contra Caiado: 45%. Lula contra Zema: 45%. Lula contra Renan Santos: 45%. Lula contra Joaquim Barbosa: 45%.
Seis adversários, seis perfis, seis biografias. O mesmo resultado. Aliás, poderiam ser quaisquer nomes, um poste, o meu nome, o seu nome. Lula dificilmente passa de 45%.
É um teto intransponível.
Na física eleitoral, Lula está num campo negativo constante. Seja qual for o instituto, a técnica, o modelo, os adversários, a data da pesquisa, Lula sempre esbarra nos tais 45%. Repare você mesmo.
É uma constante, por definição. Nos últimos dois anos, ele não cresce.
Mesmo depois de todas as obras inauguradas, programas lançados, recordes em propaganda de governo e tropeços da oposição, Lula, depois de três mandatos diretos e dois indiretos (com Dilma), é um cara de no máximo 45%.
Isso é suficiente para largar bem, gerar boas notícias, engajar sua base, largar na frente. Mas é insuficiente na reta final, quando ele precisa da maioria do Brasil.
Um jogo sem jogadores
Imagine um xadrez em que um lado tem apenas o rei. Sólido, protegido, difícil de capturar. Mas sozinho, absolutamente sozinho.
Do outro lado, muitas peças estão na mesa. O problema: cada uma joga em um tabuleiro diferente, com regras diferentes, sem uma mínima organização e coesão.
Flávio Bolsonaro tem a dama, o sobrenome mais poderoso da direita, mas conduz talvez a campanha mais amadora de 2026. Move a peça errada em quase todos os lances. Elogios à estratégia são…
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Comentários (2)
Ita
11.07.2026 14:54kkkkkk, 45 não é o número do PSDB? talvez seja a tal "herança maldita". kkkkkkkkkkkkkkkkk
Marian
11.07.2026 10:46Incompreensível, porque com 45 %, poderia estar saindo às ruas.