Roberto Reis na Crusoé: A TV ainda vale tanto quanto a internet nas eleições
A televisão pega o eleitor desprevenido, mostra, envolve e seduz
Há uma ideia confortável circulando entre políticos, mercado e influenciadores: a televisão morreu e a eleição agora acontece dentro do celular.
É, digamos, uma meia verdade.
A internet mudou definitivamente a política. Isso não se discute. Ela organizou a militância, criou verdadeiras comunidades, espalhou crises, testou discursos e transformou um vídeo barato em assunto nacional.
O que seria do MBL sem a internet, por exemplo?
Mas a televisão continua fazendo algo que a rede social não faz com a mesma eficiência: ela apresenta o candidato ao eleitor que ainda não entrou na eleição. Pega o eleitor desprevenido, mostra, envolve, seduz. É diferente da internet.
E sim, meus caros, esse eleitorado ainda é enorme. A internet mobiliza, mas a televisão apresenta.
Nas redes, o candidato fala principalmente com quem já demonstrou interesse por política, por aquele campo ideológico ou por assuntos parecidos.
O algoritmo pode ampliar uma mensagem, mas também pode aprisionar a mensagem dentro de um público predisposto a receber esse conteúdo.
Na televisão, a lógica é outra.
O eleitor não precisa seguir, curtir, compartilhar ou procurar. O candidato simplesmente aparece na sala, no intervalo da novela, antes do jornal ou durante o almoço. Não se esqueça disso: no intervalo!
Chega ao eleitor distraído. Ao eleitor que não acompanha Brasília e talvez só comece a pensar no voto quando percebe que a campanha já invadiu sua programação.
Esse contato repetido produz uma coisa fundamental: familiaridade.
Antes de convencer, uma candidatura presidencial precisa…
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Comentários (2)
Ita
01.08.2026 10:37Força da TV, tomara!!!!
Annie
01.08.2026 10:37Na TV eles mentem descaradamente e o povo acredita.