Roberto Ellery na Crusoé: Uma aula Master sobre por que o Brasil não cresce
Se as regras mostram que a fortuna se faz por conluio, lobby e acordos políticos, essas serão as prioridades
Por que o Brasil não cresce? Essa pergunta anima debates entre economistas, dentro e fora da academia, outros cientistas sociais, políticos, empresários e todos os que se interessam pelo destino do país.
As razões que levam uma nação a crescer, ou a estagnar, estão na origem da economia como ciência: o próprio livro clássico de Adam Smith chama-se Um Inquérito sobre a Natureza e as Causas da Riqueza das Nações e, até hoje, o tema permanece central na profissão.
Entre as várias explicações para o crescimento destacam-se as que apontam para as instituições.
Nessa linha de raciocínio, os agentes econômicos se comportam conforme as regras do jogo.
Se essas regras indicam que a riqueza vem da inovação, dos ganhos de produtividade e da redução de custos, é nisso que os empresários investirão. Se, porém, as regras mostram que a fortuna se faz por conluio, lobby e acordos políticos, essas serão as prioridades.
É exatamente essa a tese que explica boa parte da estagnação brasileira. Por aqui, o caminho da riqueza definido pelas instituições passa, com frequência, pelos acordos de bastidores.
Na busca pelo lucro, aproximar-se dos poderosos de plantão costuma ser mais promissor do que desenvolver novas tecnologias ou cortar custos.
Contratar um lobista bem relacionado rende mais do que contratar um engenheiro com ideias revolucionárias.
Um banco, por exemplo, pode ganhar muito mais fechando acordos com homens de confiança de um governador do que procurando empresas com produtos realmente promissores.
É nesse contexto que se insere o caso do Banco Master, cuja história já é bastante conhecida.
O banco oferecia CDBs com remuneração acima do mercado, sem dispor de uma carteira de investimentos capaz de sustentar tais operações.
Rumores de insolvência e histórias…
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Comentários (1)
Ariadne
07.12.2025 16:04Nem os pagadores de impostos! Trabalhamos somente para pagarmos as contas!