Rio: Reocupação de territórios prevê policiamento comunitário e bases 24h
Projeto-piloto será realizado em comunidades da Zona Sudoeste; Texto foi encaminhado ao STF
O plano de reocupação de territórios enviado pelo governo do Rio de Janeiro ao Supremo Tribunal Federal (STF) prevê a utilização de policiamento comunitário a partir de Bases Integradas de Segurança Territorial (BIST), com previsão de funcionamento 24 horas nos locais retomados, segundo o G1.
As bases contarão com tecnologia de monitoramento para identificar as placas de carros clonados, roubados ou com mandados de prisão expedidos.
Segundo o documento, o projeto-piloto será implementado nas comunidades de Rio das Pedras, dominada pela milícia e Terceiro Comando Puro (TCP), e Gardênia Azul e Muzema, controladas pelo Comando Vermelho (CV).
A estimativa é que o plano tenha potencial para impactar até 1,2 milhão de pessoas.
Além das ações de segurança para a retirada de organizações criminosas, o plano prevê parcerias com os governos municipal e federal, além de investimentos em educação, infraestrutura, urbanismo e desenvolvimento econômico.
As próximas fases da reocupação deverão ser definidas com base em critérios como alcance populacional, menor risco de confronto policial imediato e risco de expansão territorial do crime organizado.
O governo estuda iniciar a reocupação, determinada pelo STF, pela zona sudoeste da capital.
O Antagonista reproduz os cinco principais eixos da proposta:
EIXO 1 – Segurança Pública e Justiça
Objetivo: Eliminar a presença armada de organizações criminosas, garantir a ordem pública e restabelecer o império da lei.
Ações:
- Operação de Retomada Integrada entre forças de segurança estaduais, federais e, se necessário, Forças Armadas.
- Bases Integradas de Segurança Territorial (BIST) funcionando 24h com policiamento comunitário e tecnologia de monitoramento.
- Justiça Itinerante com Defensoria, Ministério Público e Juizados nos territórios.
- Repressão ao tráfico de armas e lavagem de dinheiro com apoio da Receita Federal e COAF.
- Governo estuda iniciar reocupação de território, determinada pelo STF, por zona sudoeste
- Governo estuda iniciar reocupação de território, determinada pelo STF, por zona sudoeste
EIXO 2 – Desenvolvimento Social
Objetivo: Resgatar a cidadania e ampliar o acesso a direitos fundamentais.
Ações:
- Mutirões de cidadania, saúde, educação e assistência social nas comunidades retomadas.
- Requalificação das escolas públicas com implantação de tempo integral e atividades extracurriculares.
- Centros da Juventude e Oportunidades (CJO) com cursos técnicos, orientação vocacional e inclusão digital.
- Programas de apoio familiar e combate ao aliciamento de crianças e adolescentes pelo crime.
EIXO 3 – Urbanismo e Infraestrutura
Objetivo: Reurbanizar os territórios e integrar os espaços à cidade formal.
Ações:
- Obras de infraestrutura (saneamento, iluminação, moradia) com participação da comunidade.
- Regularização fundiária com assistência técnica gratuita e entrega de títulos de propriedade.
- Conectividade pública com Wi-Fi livre em espaços coletivos.
- Mobilidade urbana com transporte acessível e seguro.
EIXO 4 – Desenvolvimento Econômico
Objetivo: Promover oportunidades de geração de renda, trabalho e empreendedorismo local.
Ações:
- Criação das Zonas de Incentivo ao Empreendedorismo (ZIE) com benefícios fiscais e microcrédito.
- Fomento a polos produtivos e cooperativas comunitárias.
- Parcerias com empresas para contratação de mão de obra local.
- Incentivo ao turismo comunitário, cultural e gastronômico.
EIXO 5 – Governança e Sustentabilidade do Projeto
Objetivo: Garantir articulação permanente entre os entes públicos e a população local.
Ações:
- Gabinete Integrado de Gestão Territorial (GIGT) com representantes da União, Estado e Municípios.
- Comitês locais com metas, cronogramas e acompanhamento contínuo.
- Conselhos populares de acompanhamento com poder de voz e fiscalização.
- Plataforma digital de transparência com indicadores públicos de desempenho.
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