Retrospectiva: o dia da prisão do ex-presidente do INSS Alessandro Stefanutto
A determinação foi do ministro André Mendonça, do STF. Na visão de Mendonça, Stefanutto poderia embaraçar as investigações
O ex-presidente do INSS Alessandro Stefanutto foi preso em 13 de novembro deste ano, durante a nova fase da Operação Sem Desconto, que apura um esquema nacional de descontos associativos não autorizados em benefícios previdenciários, como aposentadorias e pensões.
A determinação foi do ministro André Mendonça, do STF. Na visão de Mendonça, Stefanutto poderia embaraçar as investigações em curso. Além disso, conforme apurou O Antagonista, em delação Maurício Camisotti apresentou informações que teriam comprometido o ex-presidente do INSS.
Além de Stefanutto, também foram alvos da operação José Carlos Oliveira, ex-ministro do Trabalho e Previdência no governo Bolsonaro; o deputado federal Euclydes Petterson (Republicanos-MG) e o deputado estadual Edson Araújo (PSB-MA).
De acordo com a PF, nesta nova fase da Sem Desconto, a ação cumpriu 63 mandados de busca e apreensão, 10 de prisão preventiva e diversas medidas cautelares em 15 estados — Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe e Tocantins —, além do Distrito Federal.
As investigações apontam a atuação de organizações criminosas que, por meio da inserção de dados falsos em sistemas oficiais, realizavam descontos indevidos nas aposentadorias e pensões de beneficiários do INSS, sem consentimento dos titulares. O grupo é suspeito ainda de estelionato previdenciário, corrupção ativa e passiva, além de ocultação e dilapidação de patrimônio.
A operação teve como objetivo interromper a atuação das quadrilhas e recuperar valores desviados. A PF informou que a apuração segue em andamento e que os prejuízos aos cofres públicos e às vítimas ainda estão sendo calculados.
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