Renner recolhe camiseta usada por réu em estupro coletivo no RJ
Vitor Hugo Oliveira Simonin se entregou à polícia utilizando blusa com os dizeres ‘não se arrependa de nada’
A rede de lojas Renner retirou de circulação uma camiseta com a inscrição “regret nothing” após o item ganhar visibilidade ao ser usado por Vitor Hugo Oliveira Simonin, no momento em que ele se apresentou à polícia, no dia 4 de março. Simonin é réu pelo estupro coletivo de uma adolescente de 17 anos ocorrido em um apartamento no bairro de Copacabana, zona sul do Rio de Janeiro.
Segundo as investigações, a vítima foi agredida fisicamente e abusada sexualmente por um grupo de cinco pessoas durante aproximadamente uma hora. Após a repercussão pública do caso, outras mulheres procuraram a polícia para registrar denúncias contra o mesmo investigado.
Vitor Hugo é filho de José Carlos Costa Simonin, ex-subsecretário estadual de Governança, Compliance e Gestão Administrativa do Rio de Janeiro.
A resposta da varejista
Em nota divulgada após o episódio, a Renner afirmou que “o processo criativo da referida peça não tem qualquer relação com o movimento red pill, e que toda a base conceitual e estética foi pautada em manifestações culturais contemporâneas, como poesias e composições musicais”.
A empresa acrescentou que providenciou a retirada da peça, que integrava o catálogo regular da marca, tanto dos canais digitais quanto das lojas físicas.
A frase e sua origem
A expressão “regret nothing” (“não se arrependa de nada”, em tradução direta”) foi difundida pelo influenciador britânico Andrew Tate, figura de referência em comunidades masculinistas na internet. Pesquisadores apontam que a frase tem raízes no lema “me ne frego”, expressão em italiano que pode ser traduzida como “não me importo” ou “não estou nem aí”, e que circulou durante o fascismo de Benito Mussolini.
Tate responde a acusações de estupro, tráfico humano e exploração sexual — imputações que ele nega. O influenciador é retratado como referência ideológica na série Adolescência, produção da Netflix que examina a disseminação de discursos hostis às mulheres entre adolescentes do sexo masculino e a dificuldade de pais e escolas em identificar e conter esse fenômeno.
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Comentários (1)
Marian
13.03.2026 17:45Qualquer medida de moralidade para este país, é bem-vinda