Renan usa caso Gabriel para defender endurecimento penal
Pré-candidato à Presidência diz que Estado precisa enfrentar facções criminosas e endurecer combate à violência
O pré-candidato à Presidência da República Renan Santos (Missão) defendeu o endurecimento da política de segurança pública após comentar o assassinato de Gabriel, Bueno, 25, jovem morto durante um assalto no Capão Redondo, na zona sul de São Paulo.
Em vídeo publicado nas redes sociais, Renan afirmou que o Brasil vive uma guerra contra o crime organizado e sustentou que o Estado precisa adotar medidas mais rígidas para enfrentar criminosos violentos.
Segundo ele, o caso evidencia a escalada da violência no país. Gabriel entregou o celular ao assaltante, mas acabou baleado pelas costas. O criminoso teria se irritado com o modelo do aparelho.
“O assaltante já tinha conseguido o que queria. Mas decidiu matar mesmo assim. Deu um tiro nas costas de um jovem inocente apenas porque não gostou do modelo do aparelho”, afirmou.
Gabriel era voluntário em uma ONG da região e ajudava moradores da comunidade. Filho único, ele deixou a mãe, citada por Renan como símbolo das famílias atingidas pela violência.
“A mãe do Gabriel está enterrando o filho enquanto o assassino continua solto. Daqui a alguns dias, a imprensa vai esquecer o Gabriel. A política vai esquecer o Gabriel. Mas a mãe dele nunca vai esquecer”, disse.
Ao tratar do combate ao crime organizado, o pré-candidato fez a declaração mais contundente do vídeo.
“Eu não quero que outros Gabriéis morram. E, para isso, muito provavelmente, o Estado brasileiro terá que matar. Eu estou sendo muito claro: matar membros do crime organizado”, afirmou.
Renan também defendeu o fortalecimento das forças de segurança, penas mais severas para autores de homicídios e latrocínios e o fim de benefícios penais para criminosos considerados de alta periculosidade.
A segurança pública tem sido uma das principais bandeiras da pré-campanha do pré-candidato, que afirma ser necessário abandonar a tolerância com facções criminosas e priorizar as vítimas nas políticas de combate à violência.
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Comentários (1)
Fabio
04.06.2026 15:53O homem é bom!