Renan Santos acusa “esquerda” de tentar barrar ato na USP
“Querem proibir cidadãos de falar”, afirmou o candidato da Missão
O candidato à Presidência da Missão, Renan Santos, acusou a “esquerda” de articular para impedir a realização de seu primeiro ato de campanha, marcado para 16 de agosto, em frente à Faculdade de Direito do Largo São Francisco, da USP.
Segundo Renan, o local já foi “usado muitas vezes em lutas pela democracia”, mas atualmente é “motivo de ódio” por parte de um grupo.
“A esquerda está organizando um ato contra mim na faculdade que estudei (SanFran-USP), simplesmente pois utilizarei o parlatório em frente ao prédio das Arcadas para iniciar minha campanha. Esse parlatório já foi usado muitas vezes em lutas pela democracia; hoje, é motivo de ódio por parte de uma turma que considera o ato de parlar (falar) um direito consignado, apenas, a quem se submete às suas ideias”, escreveu no X.
Renan afirmou que a tentativa de impedir o ato revela, segundo ele, a fraqueza de seus adversários.
“Querem proibir cidadãos de falar, candidatos de se expor, ideias de existir. Não fazem isso por força, algo que não tem; fazem isso pois são fracos, e o fraco sempre tem medo do forte e do verdadeiro. A velha academia se tornou um local estéril, tomada de gente sem talento e professores cansados. Não é sequer sombra daquilo que um dia já foi”.
“Minha campanha começa domingo, dia 16 de agosto, com a presença de milhares de apoiadores, no centro da cidade em que nasci e no terreno em que aprendi a fazer democracia. Chorem o quanto quiserem, amiguinhos. Sua cota de lamentações está apenas começando”, finalizou.
O patrimônio de Renan
Renan declarou à Justiça Eleitoral neste ano um patrimônio de 795,08 mil reais.
O montante inclui um bem de 275,32 mil reais (não especificado) relacionado com o exercício da atividade autônoma, 119,76 mil reais por participação societária, 100 mil em quotas de capital e 300 mil reais em outros créditos e poupança vinculados.
A declaração de bens é obrigatória para todos os candidatos. Este ano marca a estreia de Renan nas urnas.
Na última terça-feira, 4, em sabatina de O Antagonista e G4, ele relembrou sua trajetória e disse que administrou várias empresas ao longo da vida.
“Minha vida pregressa toda passou por administrar empresas. Eu sei o que é fazer uma folha de pagamento. E o pior, eu sei o que é pegar uma empresa fechada, quebrada, com os funcionários há cinco meses sem receber, botar para andar baseado no crédito pessoal que eu construí recuperando empresas. Eu trabalhei não com uma, nem com duas, mas com quase uma dezena de empresas ao longo da minha vida”, declarou.
“Sei o que é estar no banco dos réus da justiça trabalhista, ouvindo a injustiça de um sindicato safado que tentou te extorquir no momento da negociação anterior. Sei exatamente o que é ter um agiota ligado a uma factoring indo querer te empurrar as dívidas da gestão anterior com um juros que não deve ser aceitado. Sei justamente fazer isso. E essa é a postura que o próximo presidente da República deve ter. Porque vamos pegar um cenário muito similar a esse”.
Segundo Renan, presidente da República precisa da ética da responsabilidade e “liderar um país não é uma entrevista de emprego, liderar um país é apontar o caminho de um povo como um todo”. “Meu objetivo não é obter um lucro, meu objetivo é obter um horizonte. São coisas diferentes, ambas muito nobres, mas elas têm naturezas diferentes”.
Ele se apresentou como “um líder gestor qualificado”. “No setor privado, porque a atividade política que eu toco, inclusive o partido político, é um ente privado. E é um ente privado em que fazemos muito mais com muito menos”.
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