Renan: “Eu não sou o Bukele, sou brasileiro”
Candidato pela Missão aponta diferenças entre as políticas adotadas pelo presidente de El Salvador contra as facções criminosas e o cenário brasileiro
O candidato à Presidência pelo Missão, Renan Santos (foto), rejeitou nesta quarta-feira, 5, o rótulo de ser igual ao presidente de El Salvador, Nayib Bukele, por elogiar suas políticas de segurança pública e combate ao crime organizado.
Durante sabatina da GloboNews e g1, Renan reforçou sua admiração às políticas públicas de Bukele, mas disse ser “brasileiro”.
“Eu não sou o Bukele, eu sou brasileiro. Meu nome é Renan Santos. Eu não sou neto de palestinos. Eu tenho outra família, eu nasci na Mooca. Eu moro no Brasil”, disse.
Segundo Renan, as políticas adotadas em El Salvador foram necessárias para um cenário diferente vivenciado pelo Brasil.
O candidato da Missão negou que pretenda reproduzir as medidas adotadas por Bukele, entre elas as prisões sem mandado judicial, julgamentos coletivos ou detenções baseadas em denúncias anônimas. Renan afirmou que, caso seja eleito, atuará dentro dos limites constitucionais.
“A vontade de agir para resolver esses problemas tem que ser a mesma”, ponderou.
Ainda na sabatina, Renan defendeu a restrição do benefícios de habeas corpus a condenados por crimes hediondos.
Intervenção federal no RJ
Em entrevista exclusiva a O Antagonista e Crusoé, após a sabatina promovida por OA e G4 na terça, 4, Renan afirmou que não consegue “pensar em um mundo” em que o ex-prefeito da capital Eduardo Paes (PSD) “administre o Rio eternamente”.
“Eu vou ter que convencer o [Coronel] Busnello, que é o meu candidato lá, o ótimo, sniper, 01 do Bope. Não posso pensar em um mundo em que o Eduardo Paes administre o Rio eternamente. Vamos ser sincero, nenhuma política de segurança foi tocada com vontade por parte do governo estadual do Rio. O negócio das UPPs todo mundo sabia que morreria, como morreu e só vai funcionar se houver vontade do governo federal, com aumento das leis penais, com a disciplina do direito penal do inimigo à mesa. Porque você só vai fazer a ocupação territorial por parte do Estado se você alterar essa dinâmica, se você mudar as leis de processo penal, porque a maioria dos crimes é cometido por menores de idade”, disse.
Renan também defendeu uma intervenção federal no estado e afirmou que há infiltração do crime organizado na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) e no Judiciário.
“Em primeira mão, eu vou fazer uma intervenção federal no Rio. Porque a Alerj e o Judiciário estão tomados pelo crime organizado. O que aconteceu agora com o Bacellar, com o TH Joias… é Comando Vermelho. Não sou eu, é a Polícia Federal. Eles são um braço político-operacional do CV dentro da política carioca. Como que eu vou fazer uma tomada de território dentro da Assembleia ligada ao Comando Vermelho?”, afirmou.
Segundo o candidato, “salvar o Rio” é “salvar o Brasil”.
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