Relator da CPMI do INSS pede prisão preventiva de Lulinha
O filho do presidente Lula foi indiciado por envolvimento no esquema de desvios de aposentadorias e pensões
Em seu relatório final ,o deputado Alfredo Gaspar (PL-AL), relator da CPMI do INSS, pediu não somente o indiciamento de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, como também a prisão preventiva do filho do presidente Lula.
Para o relator da investigação, o fato do filho do presidente da República ter saído do país durante as investigações dá indicativos de que ele pretende fugir de eventuais implicações penais.
Além disso, Gaspar pede o indiciamento de Lulinha por tráfico de influência; lavagem ou ocultação de bens, direitos e valores; organização criminosa; e partícipe em corrupção passiva.
“Requisitar à Advocacia do Senado Federal que represente às autoridades judiciárias competentes pela decretação da prisão preventiva do Sr. Fábio Luís Lula da Silva, em razão de indícios concretos de evasão do distrito da culpa que comprometem a aplicação da lei penal. Os elementos reunidos no curso desta investigação indicam que, concomitantemente à deflagração da Operação Sem Desconto pela Polícia Federal em 23 de abril de 2025, o indiciado deixou o território nacional com destino à Espanha, fato que compromete a incidência da lei penal e frustra a aplicação do ordenamento jurídico”, declaoru o relator em seu relatório final
“Conforme apurado pela Polícia Federal e descrito no indiciamento que acompanha este Relatório, Fábio Luís Lula da Silva integrou a organização criminosa investigada e foi beneficiário de vantagens indevidas, entre as quais viagens custeadas por Roberta Luchsinger com recursos repassados por Antônio Carlos Camilo Antunes (“Careca do INSS”), líder da organização, além de indícios de recebimento de valores pecuniários identificados pela própria autoridade policial”, prosseguiu o parlamentar no texto.
Segundo o documento ainda, “a investigação conduzida pela Polícia Federal demonstrou que Antônio Carlos Camilo Antunes cultivava uma relação de proximidade com Fábio Luís Lula da Silva que transcendia os limites de uma simples amizade ou convívio social”.
Depoimentos de Edson Claro, ex-funcionário do Careca do INSS e atualmente considerado testemunha-chave da Polícia Federal, revelaram que “o lobista costumava ostentar sua suposta ligação com o filho do Presidente da República perante parceiros comerciais e fornecedores”.
Segundo Claro ainda, o Careca afirmou que mantinha pagamentos mensais de aproximadamente 300 mil em favor de Lulinha e que teria antecipado a quantia de 25 milhões, sem que ficasse esclarecida a moeda de referência, por causa de projetos denominados “Projeto Amazônia” e “Projeto Teste de Dengue”.
“Roberta Moreira Luchsinger, amiga íntima de Fábio Luís e herdeira de um ex-acionista do banco Credit Suisse, emerge no conjunto probatório como a principal ponte entre o indiciado e o lobista Antônio Camilo. Nessa perspectiva, consta na Petição 15.041, a partir da análise dos Relatórios de Inteligência Financeira 135092 e 135100, que a empresa RL Consultoria e Intermediações EIRELI, da qual são sócios Roberta e seu pai, recebeu em suas contas um montante total de R$ 18.270.676,55”, prossegue o relatório de Gaspar.
“Desse valor, ao menos R$ 1.500.00,00 foram transferidos pela EMPRESA BRASÍLIA CONSULTORIA EMPRESARIAL LTDA (CNPJ 48.366.042/0001-77) pertencente a ANTÔNIO CARLOS CAMILO ANTUNES. Constata-se, ainda, que ROBERTA LUCHSINGER e seu pai Roberto Luchsinger receberam da RL Consultoria, respectivamente, os valores de R$ 1.233.500,00 e R$ 1.449.000,00”.
Elemento contundente
Segundo Gaspar, “um dos elementos mais contundentes colhidos pela Polícia Federal consiste em uma troca de mensagens entre Antônio Camilo e seu funcionário Milton Salvador de Almeida Júnior“.
Na conversa, diz o relator, “Milton questiona Antônio acerca de quem seria o destinatário de um pagamento de R$ 300 mil, ao que Antônio responde de forma lacônica: ‘o filho do rapaz’”. “Na sequência, Milton encaminha a Camilo o comprovante de transferência de R$ 300 mil para a empresa de Roberta Luchsinger. A Polícia Federal interpreta a expressão ‘o filho do rapaz’ como referência velada a Fábio Luís Lula da Silva. Essa interpretação é reforçada por outros elementos constantes dos autos”.
Ainda conforme o deputado, “as investigações conduzidas pela Polícia Federal e por esta CPMI revelaram um padrão consistente de viagens coordenadas entre Fábio Luís, Antônio Carlos Camilo Antunes e Roberta Luchsinger para a Península Ibérica, todas realizadas em assentos de primeira classe e durante o auge do esquema de descontos fraudulentos”.
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Comentários (1)
Antonio Frizzo
27.03.2026 12:43Bah! Se forem prender alguém por "indícios" ou, novamente, por "domínio do fato" (como Moro aplicou), é recomendável que se construam uns QUATROCENTOS novos presídios...Aliás, por "indícios", SEM PROVAS CABAIS, é lícito políticos pedirem prisão de alguém? Interessante, não?