UNB questiona DCE por evento com distribuição de drogas mas culpa “extrema direita”
“O pedido de informações se dá no contexto da repercussão de chamada com esse teor perante a sociedade, diante dos ataques da extrema-direita, pelos quais a Universidade de Brasília vem passando”, diz o ofício
A reitora da Universidade de Brasília (UnB), Rozana Reigota Naves, enviou uma solicitação formal ao Diretório Central dos Estudantes (DCE) exigindo esclarecimentos urgentes sobre um evento denominado “Roda de Conversa contra o encarceramento em massa e pela legalização”, que ocorreu no Instituto Central de Ciências Norte na quarta-feira, 1º de outubro.
No ofício, a reitora expressa preocupação com o fato de que o evento, que se estendeu das 12h às 18h, foi amplamente promovido em redes sociais, especialmente no Instagram, onde foram veiculadas mensagens que sugeriam distribuição de drogas dentro do campus universitário.
Rozana Naves requisitou que a direção do movimento estudantil forneça explicações dentro de um prazo de 24 horas.
Em seu comunicado, ela justifica essa demanda citando a repercussão negativa que o tema pode gerar na sociedade, especialmente considerando os recentes ataques provenientes de setores da “extrema-direita” que têm afetado a imagem da Universidade de Brasília:
“O pedido de informações se dá no contexto da repercussão de chamada com esse teor perante a sociedade, diante dos ataques da extrema-direita, pelos quais a Universidade de Brasília vem passando”
Em uma das postagens em redes sociais do perfil “juntosdf”, havia uma referência explícita à distribuição de drogas, convocando os seguidores a comparecerem ao encontro.
É importante notar que, em uma parte bem menos destacada do anúncio, um asterisco ao lado da palavra “drogas” indicava: “lícitas”.
A postagem contida nessa divulgação critica a disparidade nas políticas de drogas do Brasil. A mensagem afirma:
“Enquanto milhares são presos por portar pequenas quantidades de cannabis, outras drogas com alto potencial de dano – como açúcar, álcool, café e ultraprocessados – são livremente distribuídas e incentivadas em todos os espaços, inclusive nas universidades”.
O texto conclui afirmando que “essa seletividade revela o verdadeiro caráter da política de drogas no país: racista, punitivista e hipócrita. A guerra às drogas nunca foi sobre saúde — é sobre controle social e exclusão”.
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Comentários (3)
Fabio B
03.10.2025 09:15A real é que não deveria existir esse tanto de curso inútil de humanas bancados com dinheiro público. O que de bom e util sai disso? Universidade federal deveria ser só da área de exatas, o resto que vá para a iniciativa privada, assim podem ficar fazendo arruaça e usando drog4as enquanto os pais bancam a farra, não os impostos do trabalho dos brasileiros mais pobres.
Ita
02.10.2025 16:21Realmente o espaço universitário no Brasil foi tomado. PQP, nós ainda bancamos tudo isso.
Angelo Sanchez
02.10.2025 14:22O pior é saber; que nós é que pagamos a Universidade destes bandidos travestidos de estudantes, expurgar estes criminosos da Universidade, que sobrevive também de nossos impostos, é uma obrigação da Sociedade que eles mesmos detestam.