Ramagem prepara curso online após bloqueio de contas
Alexandre Ramagem teve o mandato cassado pela Câmara dos Deputados após ser condenado pelo STF a 16 anos de prisão
A advogada Rebeca Ramagem, mulher do deputado federal cassado Alexandre Ramagem, afirmou ter recebido “milhares de mensagens” de pessoas dispostas a ajudar financeiramente sua família após o bloqueio de suas contas bancárias no Brasil.
Em nota divulgada nas redes sociais, ela agradeceu a solidariedade, mas disse que “em razão do bloqueio das nossas contas no Brasil, não temos, neste momento, meios diretos de receber contribuições”.
Como alternativa, a advogada afirmou que Alexandre Ramagem está trabalhando na criação de um curso online, que será disponibilizado em plataformas digitais.
“Temos recebido milhares de mensagens de pessoas manifestando o desejo de nos ajudar financeiramente, e somos profundamente gratos a cada uma delas. Que Deus recompense, em dobro, toda essa solidariedade e carinho que temos sentido diariamente”, escreveu Rebeca.
“Com esse espírito, Alexandre já está trabalhando na elaboração de um curso online, que será disponibilizado em plataformas digitais. Será um curso de altíssimo nível, com conteúdo sério, relevante e transformador, e com um valor acessível, pensado para caber na renda de todos”, acrescentou.
Alexandre Ramagem teve o mandato cassado pela Câmara dos Deputados após ser condenado pelo STF a 16 anos de prisão por participação em tentativa de golpe de Estado. Ele deixou o país em setembro e está nos Estados Unidos.
“Pura covardia”
Alexandre Ramagem culpou o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), pela cassação de seu mandato.
Em vídeo publicado nas redes sociais, o agora ex-parlamentar disse que seu mandato foi cassado “na canetada”, por “pura covardia” de Motta, a quem chamou de “joguete de ditador”, referindo-se ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal.
“O presidente da Câmara dos Deputados cassou o meu mandato na canetada, pela Mesa da casa, por pura covardia. Uma decisão que não respeitou os requerimentos da própria Câmara, nem a vontade do voto em plenário, muito menos obedeceu ao texto claro da Constituição. Para isso, o presidente da Câmara falou: ‘Fiz o que tive que fazer’. Infelizmente, as palavras de um boneco marionete nas mãos de um ministro do STF. Covardia é ter consciência do que é certo e não fazê-lo. Não consegue ter a coragem de defender, na forma da lei, a sua própria instituição e os mandatos do parlamento. É um presidente de Poder subordinado a um ministro de outro Poder.”
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Comentários (1)
Edilson
22.12.2025 16:03Não sei porque agentes públicos, políticos quando perdem a boquinha logo dizem que seus "fãs" querem mandar-lhes PIX, seria para mascarar o caixa 2?