“Questão de direito das pessoas de conviverem em família”, diz Lula sobre ‘saidinha’
Petista disse que não se deve punir ir centenas de presos pela conduta de poucos
O presidente Lula (PT) comentou nesta segunda-feira, 19, seu veto, em abril de 2024, à restrição das saídas temporárias dos presos, as saidinhas.
O tema foi alvo de críticas do senador Flávio Bolsonaro (PL) durante o debate da Band, realizado no domingo, 18.
“É uma questão de direito das pessoas de conviverem em família. É normal que, dependendo do comportamento dessa pessoa, ela tenha o induto para ver seus parentes. Afinal das contas, o sistema prisional deve ter como objetivo a tentativa de recuperar as pessoas”, defendeu durante sabatina do SBT News.
“Quem for soltar tem que analisar se a pessoa cometeu um crime grave. Crime hediondo não pode ser solto, se cometeu estupro não pode ser solto”.
Na sabatina, Lula também afirmou que não se deve punir centenas de pessoas por causa da conduta de poucos.
“Não podemos, por causa de 2 ou 3, punir centenas de pessoas. Nós acreditamos na possibilidade de recuperar”, disse.
Maioridade penal
Lula defendeu ainda a redução da maioridade penal para 16 anos.
O petista, contudo, criticou a proposta da “extrema-direita” de desejar reduzir para 14 anos.
“A extrema-direita queria colocar 14 anos. Eu pedi para que o meu líder colocasse a questão dos 16 anos para crimes hediondos. Da mesma forma que nós achamos que um jovem de 16 anos pode votar, pode escolher seu presidente da República, pode dirigir, nós temos que dar a ele a responsabilidade de ter um comportamento adequado. Se ele cometeu um crime hediondo, ele tem que ser punido rigorosamente”, disse.
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Comentários (1)
Claudemir Silvestre
19.10.2026 21:51E o direito das famílias das vítimas mortas, assassinadas por estes marginais ???