Metade dos presidentes de partido vai disputar as eleições de 2026
Dos 30 dirigentes, 14 são pré-candidatos a algum cargo no pleito deste ano, reforçando que lógica de Carlos está errada
Metade dos atuais presidentes de partidos políticos no Brasil são pré-candidatos a algum cargo nas eleições de 2026. Atualmente, existem 30 siglas registradas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), e 15 tem seus dirigentes pretendendo se candidatar no pleito.
O dado, levantado por O Antagonista, reforça que a lógica do ex-vereador Carlos Bolsonaro de que a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro deveria se desincompatibilizar antes de primeiro de julho para estar apta a concorrer às eleições está equivocada.
A Justiça Eleitoral não obriga dirigente partidário a deixar a função para concorrer às eleições. Confira a lista dos presidentes de partido pré-candidatos:
- MDB – Baleia Rossi – Pré-candidato à reeleição na Câmara dos Deputados;
- União Brasil – Antonio Rueda – Pré-candidato a deputado federal pelo Rio de Janeiro;
- PP – Ciro Nogueira – Pré-candidato à reeleição no Senado;
- PSD – Gilberto Kassab – Pré-candidato a vice-presidente;
- Republicanos – Marcos Pereira – Pré-candidato à reeleição na Câmara dos Deputados;
- PSB – João Campos – Pré-candidato a governador de Pernambuco;
- Podemos – Renata Abreu – Pré-candidata à reeleição na Câmara dos Deputados;
- Avante – Luis Tibé – Pré-candidato à reeleição na Câmara dos Deputados;
- Solidariedade – Paulinho da Força – Pré-candidato a senador por São Paulo;
- Cidadania – Alex Manente – Pré-candidato à reeleição na Câmara dos Deputados;
- PCB – Edmilson Silva Costa – Pré-candidato a presidente da República;
- PCO – Rui Costa Pimenta – Pré-candidato a presidente da República;
- PRD – Marcus Vinícius – Pré-candidato a deputado federal pelo Rio de Janeiro;
- Democrata – Suêd Haidar – Pré-candidata a presidente da República;
- Missão – Renan Santos – Pré-candidato a presidente da República.
Além disso, o deputado federal Aécio Neves (MG), presidente do PSDB, foi convidado pela federação PSDB-Cidadania para concorrer a presidente da República. Ele ainda não tomou uma decisão.
A declaração de Carlos sobre Michelle ocorreu ao tentar justificar a saída dela da presidência do PL Mulher.
“Hoje era o prazo final para a descompatibilização do vínculo de dirigente partidário e candidatura. Há diversos entendimentos desta linha de ação, de necessidade de firmar o ato ou não, contudo para evitar problemas abrimos mão do cargo, garantindo que todo o processo siga sem qualquer margem para interpretações da Justiça Eleitoral”, disse o ex-vereador.
Seguimos fazendo o nosso trabalho com responsabilidade, jogando aberto, com transparência, sem artimanhas políticas e joguetes de interpretação para ludibriar inocentes”, acrescentou ele.
Mais ataques a Michelle Bolsonaro
Como mostramos mais cedo, Carlos falou na primeira pessoa do plural, como se fosse ele a deixar um cargo, e não mencionou Michelle, mas sua publicação, pouco clara, como de costume, foi interpretada como uma menção à saída da ex-primeira-dama do comando do PL Mulher, e se tornou mais um motivo para ataques.
Michelle alegou que deixou o comando do PL Mulher para cuidar de Jair Bolsonaro, que está em prisão domiciliar, e da filha Laura. Diante da hipótese levantada por seu enteado, os apoiadores do ex-presidente intensificaram as críticas à ex-primeira-dama, sob a interpretação de que ela se fez de vítima ao deixar o posto, quando na verdade isso se tratava de uma mera formalidade.
O problema é que Michelle não precisaria deixar o PL Mulher para se candidatar.
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