Quanto dinheiro foi achado em sapato de primo de deputado
A Polícia Federal cumpriu mandados de busca e apreensão em diferentes cidades durante a quinta fase da Operação Overclean
A Polícia Federal (PF) encontrou 10 mil reais escondidos no sapato que estava na casa de Francisco Nascimento, vereador de Campo Formoso e primo do ex-líder do União Brasil na Câmara Elmar Nascimento (BA). A corporação cumpriu um mandado de busca e apreensão no local, durante a quinta fase da Operação Overclean.
Desta vez, a Justiça determinou o bloqueio de 85,7 milhões de reais. Os principais alvos foram familiares do deputado federal. Ele não figura entre os investigados segundo a PF.
Essa é a segunda vez que a PF mira Francisco Nascimento. No ano passado, durante outra operação, o vereador tentou se livrar de dinheiro em espécie que ele mantinha em casa. Na sacola, segundo a PF, havia 220 mil reais. Nascimento foi preso preventivamente, mas depois solto.
Como mostramos mais cedo, em ação conjunta com a Controladoria-Geral da União (CGU) e a Receita Federal, a Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira, 17, a quinta fase da Operação Overclean para apurar fraudes licitatórias, desvio de recursos de emendas parlamentares, corrupção e lavagem de dinheiro.
Elmo Nascimento, prefeito de Campo Formoso (BA) e irmão do deputado federal também foi alvo da ação.
Por determinação do ministro Kassio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal, foram cumpridos 18 mandados de busca e apreensão e uma ordem de afastamento cautelar de servidor público de suas funções nas cidades de Salvador, Campo Formoso, Senhor do Bonfim e Mata de São João, na Bahia, Petrolina, em Pernambuco, e Brasília, no Distrito Federal.
Em comunicado, a PF afirmou que o núcleo investigado atuou “na manipulação de procedimentos licitatórios e desvios de recursos públicos provenientes de emendas parlamentares” destinadas ao município de Campo Formoso, mediante pagamento de vantagem indevida e obstrução da investigação.
Além dos mandados de busca e apreensão, Nunes também Marques determinou o bloqueio de 85,7 milhões de reais em contas bancárias de pessoas físicas e jurídicas investigadas para “interromper a movimentação de valores de origem ilícita e preservar ativos para eventual reparação aos cofres públicas”.
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