Quadrilha especializada em tráfico de arte é alvo de operação em SP
Investigação mira suspeitos de organizar esquema para revender patrimônio histórico roubado da Biblioteca Mário de Andrade
Cinco meses após o roubo de 13 obras e documentos históricos da Biblioteca Mário de Andrade, no centro de São Paulo, a Polícia Civil do estado deflagrou nesta sexta-feira, 22, uma operação para desarticular a organização criminosa responsável pelo crime.
Batizada de Operação Marchand, a ação mobilizou agentes em quatro cidades, com cumprimento simultâneo de três mandados de prisão e 11 de busca e apreensão. Quadros foram apreendidos durante os procedimentos.
Rede criminosa com braços em dois estados
Segundo a Agência SP, os policiais da 1ª Central Especializada de Repressão a Crimes e Ocorrências (Cerco) cumpriram os mandados em endereços localizados em São Paulo, São Bernardo do Campo, Diadema e no Rio de Janeiro.
Os alvos incluem o mandante intelectual do esquema e outros membros com funções específicas dentro da quadrilha — entre elas, a avaliação, a ocultação, a intermediação e a possível venda clandestina das obras. As investigações apontam ainda suspeita de envio de parte do acervo para o exterior.
Os imóveis vasculhados têm ligação com pessoas e estabelecimentos que atuam no segmento de leilões e no comércio de obras de arte.
Dois investigados já estavam presos desde abril
Dois dos principais suspeitos já se encontravam custodiados no sistema penitenciário federal. Eles haviam sido presos preventivamente pela Polícia Federal do Rio de Janeiro em abril de 2026, após tentarem subornar um agente de segurança de um instituto federal com o objetivo de subtrair novas obras. Na ação desta sexta, uma mulher apontada como integrante do grupo foi detida em caráter temporário.
O crime original
O roubo que originou as investigações ocorreu em 7 de dezembro de 2025. Dois homens armados invadiram a Biblioteca Mário de Andrade, renderam um vigilante e três visitantes e deixaram o local levando 13 obras e documentos históricos. A fuga foi feita a pé, em direção à estação Anhangabaú do Metrô, no centro da capital.
As apurações apontam que a ação foi planejada previamente, com divisão clara de tarefas entre os envolvidos — desde a execução do roubo até a inserção ilegal do material no mercado clandestino de arte.
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