PT pede ao TSE extensão da votação após crise dos ônibus na Bahia
Pedido ao TSE envolve Salvador, Feira de Santana e Lauro de Freitas, onde a falta de ônibus afetou o transporte neste domingo
A falta de ônibus em cidades da Bahia levou a coligação Federação Brasil da Esperança (PT/PCdoB/PV) a pedir ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a prorrogação da votação do segundo turno até as 19h deste domingo, 25, em Salvador, Feira de Santana e Lauro de Freitas.
O pedido foi encaminhado pelo corregedor-geral da Justiça Eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, à Presidência do TSE. Caberá ao ministro Kassio Nunes Marques decidir sobre a solicitação.
A federação também pediu que os juízos eleitorais dos três municípios distribuam senhas, às 17h, a todos os eleitores que ainda estiverem nos locais de votação, inclusive nas áreas externas e nos acessos aos prédios.
Outra solicitação é a manutenção da gratuidade e da frequência do transporte público nos três municípios por pelo menos duas horas após o horário de encerramento da votação que vier a ser definido. As gratuidades municipais têm previsão de término entre 20h e 21h30.
A coligação ainda requereu que as prefeituras, as secretarias de mobilidade e as operadoras forneçam dados de bilhetagem, GPS e escalas de motoristas e veículos referentes a este domingo e a dias de referência, tanto de fim de semana quanto de dia útil.
Justiça determina retomada da frota em Salvador
O Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) determinou o restabelecimento imediato da frota integral do transporte público de Salvador. Em caso de descumprimento, a decisão prevê multa de 1 milhão de reais por hora ao município, à Secretaria Municipal de Mobilidade (Semob) e às empresas concessionárias.
A Justiça Eleitoral também determinou a prisão em flagrante do secretário municipal de Mobilidade, Pablo Souza.
Após as decisões, a Semob informou que ordenou a liberação de todos os ônibus das garagens para reforçar a operação na capital baiana.
No início da tarde, o Procon-BA havia identificado 370 ônibus parados nas garagens das empresas OT Trans e Integra Plataforma, em bairros da região do subúrbio e na Avenida Barros Reis.
Bruno Reis atribui atraso à retirada de adesivos do PT
O prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil), afirmou que ônibus de um dos consórcios responsáveis pelo transporte público da capital só começaram a circular depois da retirada de adesivos com o número 13, associado ao PT, dos veículos.
Segundo o prefeito, sindicalistas queriam que os coletivos saíssem das garagens com os adesivos, o que ele classificou como crime eleitoral.
Bruno Reis afirmou que os ônibus operados pelo consórcio Ótima começaram a circular no horário e sem problemas, mas houve dificuldades na operação do consórcio Plataforma.
“Na Plataforma, nós tivemos problemas por sindicalistas que queriam obrigar os ônibus a saírem todos com adesivos 13, do PT, e isso é crime eleitoral. Nós não podíamos coadunar com isso, então os ônibus só saíram após que os adesivos foram retirados”, declarou.
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Comentários (1)
Annie 40
25.10.2026 16:22Atrasou por causa da s petistas mesmo. Acham que tudo pode. Deu nisso