PT luta para manter redutos no Nordeste
Rafael Fonteles aparece isolado nas pesquisas no Piauí e pode ser o único petista em condições de liquidar a eleição estadual no primeiro turno
O mapa das eleições para governador desenhado pelas pesquisas apresenta cenário desolador para o PT. Enquanto o PL caminha para emplacar a maior bancada do Congresso, tanto na Câmara, quanto no Senado, e tem nove candidaturas competitivas pelos Estados, o partido do presidente Lula luta para manter sua hegemonia na Bahia e deve fechar o primeiro turno com apenas um estado: Piauí.
Rafael Fonteles é o único nome que pode salvar o PT de um fracasso completo neste primeiro turno. Pesquisa Datafolha divulgada em 17 de setembro registrou o governador com 55% das intenções de voto, contra 25% de Joel Rodrigues (PP). Os demais candidatos tinham 1% cada. Com esse resultado, Fonteles ultrapassava sozinho a metade dos votos válidos e, mantido esse quadro, poderia encerrar a eleição no primeiro turno.
O levantamento mais recente da AtlasIntel reforça a distância. Em pesquisa divulgada em 29 de setembro, Fonteles tinha 64,5% das intenções de voto no cenário estimulado, contra 24,4% de Joel Rodrigues. Em votos válidos, o petista chegava a 70,1%.
Assim, o Piauí deve ser uma exceção dentro do desempenho do PT nas eleições estaduais.
A luta do PT na Bahia, Ceará, Pernambuco e Alagoas
Nos outros estados onde o partido tem candidaturas competitivas, o cenário não é dos melhores. Em estados como Ceará, Bahia, Pernambuco e Alagoas a sigla passa por disputa mais apertadas.
A Bahia é sintomática nesse processo. O estado é um dos principais redutos eleitorais do partido e está sob administração petista desde 2007, ainda sob gestão Jaques Wagner. Jerônimo Rodrigues tenta a reeleição, mas não conseguiu abrir vantagem sobre ACM Neto, ex-prefeito de Salvador e principal adversário da oposição.
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Na pesquisa RealTime Big Data divulgada em setembro, Jerônimo tinha 45% e ACM Neto, 44%. A diferença de um ponto estava dentro da margem de erro de dois pontos percentuais. No segundo turno, os dois também apareciam tecnicamente empatados: 46% para Jerônimo e 45% para ACM Neto.
Outros levantamentos chegaram a apontar vantagem numérica de ACM Neto. Na AtlasIntel realizada no início de setembro, o ex-prefeito de Salvador tinha 49,1%, contra 47,9% de Jerônimo. No segundo turno, a diferença também era inferior à margem de erro: 49,2% a 48,6%.
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