PSD define candidato ao Planalto até abril, diz Kassab
Ratinho Júnior, Eduardo Leite e Ronaldo Caiado figuram entre os nomes do partido
O presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab (foto), afirmou nesta sexta-feira, 30, que seu partido deve definir até 15 de abril quem será seu candidato à Presidência da República. Segundo o líder partidário, a decisão não será baseada apenas em pesquisas eleitorais, mas também em critérios políticos.
Atualmente, três governadores disputam a vaga dentro da legenda: Eduardo Leite (Rio Grande do Sul), Ratinho Júnior (Paraná) e Ronaldo Caiado (Goiás), que se filiou ao partido nesta semana.
Kassab disse que todos estão no radar e têm desempenho relevante nas avaliações internas.
“As pesquisas também são importantes, mas elas sempre refletem o dia. Tem um aspecto de avaliação política também, que é algo muito sensível e que precisa sempre ser feita porque ela prevalece em relação às pesquisas”, afirmou Kassab durante evento da Câmara Americana de Comércio para o Brasil (Amcham).
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Alianças regionais
Kassab reafirmou que, independentemente do nome escolhido para a disputa presidencial, o PSD manterá alianças regionais flexíveis.
Em alguns estados, o partido estará alinhado ao PT e ao presidente Lula; em outros, fará acordos com forças da oposição, inclusive com apoio de Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
Em São Paulo, por exemplo, o PSD apoiará a reeleição do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), mesmo que ele declare apoio a Flávio na eleição nacional.
Já no Rio de Janeiro, o prefeito Eduardo Paes (PSD) deve contar com o apoio de Lula na disputa pelo governo estadual.
“Eu vou apoiar o meu candidato, e o Tarcísio vai apoiar o Flávio. Não é diferente no Rio de Janeiro”, disse Kassab.
Vice e chapa “puro sangue”
Secretário de Governo de Tarcísio em São Paulo, Kassab afirmou que a composição da chapa estadual caberá ao governador, mas não descartou aceitar um convite para ser vice.
“Mas seria um privilégio grande, é evidente que seria um privilégio grande”, afirmou.
No plano nacional, Kassab defendeu que o PSD tenha uma chapa “puro sangue”, com candidato a vice do próprio partido.
“Eu gosto muito da chapa puro sangue, sou contra as coligações”, disse, ao afirmar que o vice deve ter afinidade com o programa e capacidade de agregar votos no segundo turno.
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