Próximo ato por anistia pelo 8 de janeiro terá “parabéns” a Fux
"Manifestação pacífica em favor da anistia. E para dar parabéns ao ministro Fux, que desmascarou a perversa e injusta condenação a 'Débora do Batom'", diz Malafaia
Os aliados de Jair Bolsonaro (ao centro na foto) convocam para 7 de maio, em Brasília, o próximo ato pela anistia aos condenados pelo 8 de janeiro. A terceira manifestação convocada sobre o assunto neste ano servirá também para celebrar o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luiz Fux.
O perfil de Bolsonaro no X compartilhou um vídeo com a convocação nesta terça-feira, 29.
“Manifestação pacífica em Brasília pró-anistia. Compareçam”, diz Bolsonaro, deitado em seu leito no hospital, no início do vídeo.
“Parabéns ao ministro Fux”
O pastor Silas Malafaia (à esquerda na foto), que patrocinou as manifestações no Rio de Janeiro e em São Paulo, aparece na sequência, para dizer o seguinte:
“Vamos todos a Brasília. Quarta-feira, 7 de maio, a partir das 16h, na Torre de Televisão de Brasília, Caminhada até o Congresso Nacional, manifestação pacífica em favor da anistia. E para dar parabéns ao ministro Fux, que desmascarou a perversa e injusta condenação a ‘Débora do Batom’.”
Fux foi o único dos cinco ministros da Primeira Turma do STF a sugerir pena de um ano e meio de prisão para a cabeleireira Débora dos Santos, condenada a 14 anos de prisão por participação no 8 de janeiro — ela ficou famosa por pichar “perdeu, mané” na estátua da Justiça.
Leia mais: O agente duplo Fux
“Chega de covardia contra o povo brasileiro”, diz o vereador Carlos Bolsonaro (PL-RJ, à direita na foto) na mesma gravação, que conta com a intervenção de diversos aliados de Bolsonaro, como a ex-primeira-dama Michelle e os deputados Nikolas Ferreira (PL-MG), Caroline de Toni (PL-SC) e Luciano Zucco (PL-RS), líder da oposição na Câmara.
De volta a Brasília
Essa será a primeira manifestação dos aliados de Bolsonaro em Brasília desde o 8 de janeiro de 2023. Neste ano, os aliados do ex-presidente reuniram cerca de 18 mil pessoas no Rio de Janeiro, em 16 de março, e 45 mil em São Paulo, de acordo com as contas do Monitor do Debate Político, do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap), da USP.
Foram manifestações expressivas, mas sem a força necessária para impor a anistia aos condenados pelo 8 de janeiro como pauta nacional. Muito porque, por trás do perdão ou da redução de penas dos condenados pela depredação, está a expectativa de beneficiar Bolsonaro de alguma forma.
Leia mais: A condição do líder do governo para reduzir penas do 8 de janeiro
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Comentários (3)
Angelo Sanchez
29.04.2025 13:30Separar o "trigo do joio" é importante, mas o STF impregnado de Ministros com viés de esquerda são tapados e não sabem que neste passeio de 08/01 houve vândalos inflitrados que quebraram patrimonio publico e devem pagar pelos seus atos, mas aqueles que apenas discordavam da eleição de um corrupto condenado, não devem ser penalizados, pois, não há provas de que estes manifestantes pacíficos queriam derrubar o "descondenado".
Liana
29.04.2025 12:14Vão queimar a imagem de isento do Fux. Parabéns aos id!otas.
Fabio B
29.04.2025 10:24Mais um evento inócuo fantasiado de “manifestação popular”, quando na prática é só um comício eleitoral e culto à personalidade do Bolsonaro. Podem juntar 5 mil ou 5 milhões, continuará irrelevante. O que vai ter? Caminhão de som tocando "Que País É Este", o povo cantando o hino, jurando a bandeira, e uma fila de oportunistas fazendo discurso bravateiro para postar nas redes. Mas não há pauta concreta, além do genérico "anistia já". Nenhuma pressão real sobre os parlamentares para um movimento institucional claro na direção das demandas. Será só aquela velha bolha de sempre gritando para si mesma e obcecada em demonstrar lealdade ao seu ídolo caído. Impotente, ruidosa e politicamente estérea. Será outro capítulo do mesmo...