Professores da USP aderem à greve
Categoria contesta índice oferecido pela reitoria e paralisa atividades por tempo indeterminado; três categorias já interromperam atividade
Professores da USP (Universidade de São Paulo) aderiram à greve estudantil na tarde desta segunda-feira, 25, após assembleia convocada pela Associação de Docentes da Universidade de São Paulo (Adusp).
A categoria rejeitou proposta de paralisação parcial e optou pela interrupção imediata das atividades, acumulando duas frentes de reivindicação: reajuste salarial acima da inflação e retomada das negociações da reitoria com os estudantes, paralisados há mais de um mês.
Impasse salarial
Docentes e administração universitária divergem sobre o percentual de reajuste. O Conselho de Reitores das Universidades Estaduais Paulistas (Cruesp) ofereceu 3,47%, índice correspondente à variação do IPC-Fipe nos últimos doze meses.
A Adusp recusou a proposta e apresentou uma contraproposta de 7,3%, composta pelo IPCA acumulado de 4,39%, medido pelo IBGE, acrescido de três pontos percentuais. Segundo a associação, o percentual adicional seria necessário para recompor o poder de compra perdido desde maio de 2012.
Uma nova assembleia da categoria está marcada para 1º de junho, quando os docentes devem avaliar os desdobramentos da paralisação.
Greve estudantil no horizonte
A adesão dos professores ocorre em um contexto de mobilização mais amplo dentro do campus. De acordo com informações divulgadas pela Adusp, os estudantes estão em greve desde 14 de abril, liderados pelo Diretório Central dos Estudantes (DCE).
A principal demanda discente é o reajuste do Programa de Apoio à Permanência e Formação Estudantil (Papfe): os alunos pedem que o auxílio integral passe dos atuais R$ 885 para R$ 1.804, valor equivalente ao salário mínimo do estado de São Paulo.
A USP propôs elevar o benefício para R$ 912, com base no IPC-Fipe, montante considerado insuficiente pelos grevistas. Após três rodadas de negociação sem acordo, a reitoria encerrou unilateralmente o diálogo, episódio que culminou na ocupação de um prédio administrativo por manifestantes no início de maio.
Os estudantes reivindicam ainda melhorias na gestão do restaurante universitário, nas condições da moradia estudantil e na estrutura do Hospital Universitário, que teria perdido cerca de 30% do seu quadro de funcionários ao longo da última década.
Os servidores técnico-administrativos, que também haviam paralisado as atividades no mês anterior em protesto contra uma gratificação concedida exclusivamente aos docentes, obtiveram reajuste e encerraram a greve.
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Comentários (3)
LEDI MACHADO DOS SANTOS
25.05.2026 22:25Essa cambada esquerdista não vale o quanto pesa! Eles submetem os alunos à lavagem cerebral.
Andre Luis dos Santos
25.05.2026 21:43Ah, ganham R$ 885 pra não estudar, e querem um aumento de R$ 919 (103,8%)? Que bonito. E na b()nd@? Não vai nada?
Claudemir Silvestre
25.05.2026 20:38Ano Eleitoral …. E a CHANTAGEM DE SEMPRE DOS ESQUERDOPATAS !!!