Procuradores rebatem críticas de Dino ao Judiciário
Associação nacional nega existência de corrupção generalizada na categoria após fala do ministro do STF
A Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR) contestou nesta semana a avaliação feita pelo ministro Flávio Dino sobre o funcionamento da Justiça brasileira.
Durante julgamento envolvendo o ministro Alexandre de Moraes, realizado na terça-feira, 15, Dino classificou o momento atual como o mais marcado por irregularidades na história do Judiciário nacional. A entidade divulgou nota rejeitando a generalização.
Resposta da entidade
Segundo nota divulgada pela ANPR, a fala do ministro representa uma “névoa de suspeita infundada” sobre profissionais que atuam dentro da legalidade. A associação argumentou que afirmações sem comprovação estatística prejudicam a confiança pública nas instituições e no funcionamento democrático do país.
A reação ocorreu porque Dino usou a expressão “sistema de justiça”, termo que engloba também o Ministério Público, ao dizer que nunca presenciou tamanho volume de desvios na área.
Posição sobre punições
A ANPR afirmou compartilhar preocupação com a integridade da Justiça e disse apoiar sanções contra qualquer agente público que descumpra a lei, respeitado o devido processo legal. Conforme o texto, casos de má conduta são pontuais e tratados pelos órgãos fiscalizadores responsáveis.
A nota concluiu que o Ministério Público não faz parte do problema apontado, mas atua como instrumento de combate a ele. Antes da ANPR, magistrados e a OAB também haviam criticado publicamente a declaração do ministro.
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