Presidente do Instituto Voto Legal é considerado foragido pela PF
Além de Carlos Rocha, outros nove réus da chamada trama golpista tiveram prisão domiciliar decretada por Moraes
O presidente do Instituto Voto Legal, Carlos César Moretzsohn Rocha (foto), foi considerado foragido neste sábado, 27, pela Polícia Federal (PF). Agentes estiveram em seu endereço em São Paulo para cumprir mandado de prisão domiciliar, mas não o encontraram no local.
Rocha é réu do chamado “núcleo 4” da chamada trama golpista. Ele foi condenado a 7 anos e 6 meses de prisão por organização criminosa armada e tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito.
Segundo a Procuradoria-Geral da República (PGR), Rocha produziu e divulgou um relatório técnico que serviu de base para ações do PL que buscavam anular votos e atacar o processo eleitoral.
A defesa, porém, afirma que o trabalho do Instituto tinha caráter técnico e de auditoria, sem intenção de deslegitimar as urnas eletrônicas. Os argumentos não foram aceitos pelo STF.
Os advogados de Rocha confirmaram que o cliente mudou de endereço e não informou sua nova localização.
“Ao tentar contato com Carlos Rocha, ele nos telefonou, informou que havia mudado de endereço, não declinou o novo e encerrou a chamada. Informamos o fato à agente da Polícia Federal”, disseram os defensores Melillo Dinis do Nascimento e Gladys Nascimento.
Mandados em oito estados
Além de Rocha, outros nove réus da trama golpista tiveram prisão domiciliar decretada pelo ministro Alexandre de Moraes. Entre eles está Filipe Martins, ex-assessor de Jair Bolsonaro, condenado por cinco crimes relacionados ao “núcleo 2” da investigação.
A defesa de Martins classificou a medida como “mais um abuso” e “sem fundamento”.
Os mandados foram cumpridos na manhã deste sábado em oito estados e no Distrito Federal.
Entre os alvos estão militares da reserva e ex-diretores do Instituto Voto Legal, incluindo Ailton Gonçalves Moraes Barros, Ângelo Denicoli, Bernardo Romão Corrêa Netto, Fabrício Moreira de Bastos, Giancarlo Rodrigues, Guilherme Marques Almeida, Marília Alencar e Sérgio Ricardo Cavaliere de Medeiros.
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