“Mais um abuso”, diz defesa de Filipe Martins sobre decisão de Moraes
Advogados afirmam que decisão do ministro de converter cautelares em prisão domiciliar se baseia em atos de terceiros sem relação com o ex-assessor
A defesa de Filipe Martins (foto) criticou neste sábado, 27, a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que converteu as medidas cautelares impostas ao ex-assessor da Presidência em prisão domiciliar.
Segundo os advogados, a determinação teria sido motivada por atos de “terceiros”, sem relação direta com o réu.
Como mostramos, Moraes determinou prisão domiciliar para outros condenados pela trama golpista após a tentativa de fuga de Silvinei Vasques, ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal.
“ (…) o que acontece agora é ainda pior. Por um ato de terceiro, pessoa que nada tem a ver com Filipe nem é de sua convivência, o ministro impõe a ele prisão domiciliar e uma gravosa restrição de visita, que vem somar às outras já abusivas cautelares impostas pela viagem inexistente.”
Para a defesa, o próprio Moraes reconheceu, em novembro, que Martins vinha cumprindo “de forma exemplar” as medidas cautelares então vigentes. Na ocasião, o ministro chegou a cogitar a decretação de prisão após um erro na leitura de dados do relatório da tornozeleira eletrônica, mas recuou após reavaliar as informações.
“A atitude do relator viola o princípio constitucional da personalidade da pena, segundo o qual ‘nenhuma pena passará da pessoa do condenado’ (art. 5o, XLV).
Trata-se de mais um abuso, mais uma cautelar sem fundamento, como todas as outras, após uma condenação construída em cima da ignorância absoluta às provas e ao devido processo legal substancial.
Filipe Martins comprovou no processo que não participou de nenhum dos atos que lhe foi atribuído e até confirmado por testemunhas de acusação, como o General Freire Gomes e o Brigadeiro Baptista Júnior, mas isso foi completamente ignorado em um processo legal ‘postiço’ e ‘artificial’, que não considerou realmente a defesa e apenas quis condenar a qualquer custo, como agora está sendo ignorada a individualidade da pena.”
Os advogados também informam que irão recorrer e pedem que instituições nacionais, em especial a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), se manifestem sobre o que classificam como violação de direitos fundamentais.
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Comentários (2)
Alberto de Araújo
28.12.2025 11:15Um stf de ministros covardes, à exceção do ministro Luis Fux.Submissos ao poder do ministro "Senhor dos Anéis".
D artagnan
27.12.2025 13:51O ditador de toga está muito interessado em ser cassado, pois, o escritório de advocacia onde trabalha a sua mulher fatura muito mais que a merreca que ele ganha no STF.