“Prefiro ficar com a pecha de ter gastado mais”, diz Haddad
Ministro da Fazenda afirmou que prefere ser visto como gastador a ser acusado de "caloteiro" pelo atraso em precatórios
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad (foto), afirmou nesta sexta-feira, 24, que prefere “ficar com a pecha de ter gastado mais” a ser considerado “caloteiro”, ao comentar sobre o pagamento de precatórios.
Segundo ele, a suspensão dos pagamentos “desmerece o país” e compromete a credibilidade.
“Resolver o problema fiscal desse jeito (deixando de pagar precatórios), qualquer um resolve. Temos que resolver o problema fiscal de maneira sustentável. Eu prefiro ficar com a pecha de ter gastado mais, mas não ficar com a pecha de caloteiro“, disse Haddad durante um seminário do Instituto dos Advogados de São Paulo (IASP).
As declarações do ministro ocorrem após o Congresso Nacional promulgar, em setembro, uma emenda constitucional que autoriza o governo a gastar R$ 12 bilhões extras em 2026.
A proposta remove os precatórios federais do limite de despesas primárias do governo a partir do próximo ano, permitindo espaço no orçamento.
O texto estabelece novas regras para o pagamento dessas dívidas por estados e municípios. Além disso, também permite que as administrações locais renegociem débitos previdenciários com a União, com parcelas menores e prazos mais longos.
O novo modelo alivia o orçamento federal em um ano eleitoral, mas levanta preocupações sobre o risco de institucionalizar o não pagamento dessas dívidas.
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Comentários (1)
Marian
24.10.2025 17:55Mas e o próximo governo, conseguirá pagar por todo excesso? Terá que adiar?